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21/03/2020 00:09 -03

Bolsonaro minimiza coronavírus novamente e critica fechamento de igrejas e templos

"Para dar satisfação para eleitorado, governadores tomam providências absurdas, fechando igrejas, o último refúgio das pessoas", disse, no programa do Ratinho.

Adriano Machado / Reuters
"Não pode o prefeito ou o governador dizer que não vai mais ter culto, missa", disse Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar uma das principais medidas de contenção do coronavírus: evitar aglomerações. Em entrevista concedida ao Programa do Ratinho, no SBT, na noite desta sexta-feira (20), o mandatário criticou governadores que estão suspendendo cultos e missas como forma de combate ao avanço do vírus. 

“Vejo no Brasil, para dar satisfação para eleitorado, governadores e até prefeitos que tomam providências absurdas, fechando shoppings e até igrejas, o último refúgio das pessoas. O pastor, o padre tem consciência das pessoas. Não pode o prefeito ou o governador dizer que não vai mais ter culto, missa”, disse o presidente. 

Bolsonaro estava fazendo uma referência indireta a um de seus maiores rivais políticos, João Doria, governador de São Paulo, que anunciou o fechamento de igrejas e templos religiosos pelos próximos 60 dias na quinta (19). 

Acontece que mesmo aliados do mandatário, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também tem se valido desta mesma providência para tentar barrar a disseminação do vírus. Além de Goiás, pelo menos em algumas cidades do Espírito Santo e no Distrito Federal também há determinação neste sentido. 

Tem sido uma constante do presidente a minimização do alcance do coronavírus, que já havia atingido quase mil pessoas no País e matado 11 até a noite desta sexta. Palavra comumente usada por ele para tratar de coronavírus, “histeria” foi utilizada três vezes nos 49 minutos em que ele conversou com o apresentador Ratinho. 

Bolsonaro tem defendido que limitar a circulação de pessoas e fechar locais vai atingir em cheio a economia e as pessoas que vivem na informalidade. Diz que, enquanto chefe de estado, tem obrigação de passar um tom de tranquilidade e evitar o pânico. 

“Vão morrer alguns com o vírus. Sim, vai acontecer. Lamento. Agora, não podemos criar esse clima todo que está ai. Prejudica a economia, a pessoa que vive na informalidade. (...) Vamos passar por isso. Você vai se molhar. Mas se entrar em parafuso, você vai morrer afogado debaixo da chuva”, afirmou.

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