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29/06/2019 12:49 -03

No G20, Bolsonaro alertou Merkel sobre 'psicose ambientalista' contra Brasil

Presidente também celebrou o tratado de livre comércio entre União Europeia e Mercosul e possíveis efeitos positivos para o País.

Jorge Silva / Reuters
Presidente da França, Emmanuel Macron, premiê da Espanha, Pedro Sanchez, chanceler da Alemanha, Angela merkel, presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e presidente da Argentina, Mauricio Macri.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (29) que respondeu às críticas da chanceler alemã, Angela Merkel, que classificou de “dramática” a situação do meio ambiente e direitos humanos no Brasil. Antes de embarcar para o G20, Merkel disse que gostaria de ter uma conversa franca com o líder brasileiro sobre a questão ambiental.

Bolsonaro afirmou que no encontro com Merkel ela “arregalou os olhos” em determinado momentos, inclusive quando ele a convidou para explorar a Amazônia “de forma racional e sustentável”.

“Se alguém pode falar sobre preservação ambiental é o Brasil”, disse. “Não podemos aceitar certas observações e uma difamação do Brasil no tocante a essa área.”

“Mostramos que o Brasil mudou o governo e é um país que vai ser respeitado. Falei para ela da questão da psicose ambientalista que existe para conosco”, acrescentou Bolsonaro, sem entrar em detalhes sobre o que seria essa “psicose ambientalista”.

Em entrevista coletiva em Osaka, no encerramento da cúpula do G20, Bolsonaro disse que o tratado de livre comércio entre União Europeia e Mercosul pode encorajar outros países a negociar acordos comerciais com o Brasil. “Acho que é operação dominó, com toda certeza outros países terão interesse em negociar conosco, o Japão, inclusive.”

Mercosul e União Europeia (UE) assinaram um acordo preliminar de livre comércio nesta sexta-feira (28), encerrando duas décadas de negociações e contrariando uma tendência global de crescimento do protecionismo diante da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, a China e os Estados Unidos.

Bolsonaro também enfatizou a importância da China como parceira comercial do Brasil, lembrando que planeja visitar o país no segundo semestre, possivelmente em outubro. “A China vai continuar fazendo comércio conosco”, afirmou.

Questionado sobre o encontro na véspera com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente brasileiro disse que ambos discutiram formas de aproximação e também de ampliação do comércio.

Segundo Bolsonaro, Trump deve fazer uma visita à Argentina ainda este ano, oportunidade em que defendeu um encontro entre o líder norte-americano com diversos presidentes de países da América do Sul.

Ministro do Turismo

Na agenda de política nacional, Bolsonaro disse que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, permanecerá no cargo até segunda-feira (1º), como todos os demais ministros. Antônio é suspeito de envolvimento em esquema de candidaturas laranjas do PSL, partido de Bolsonaro, investigado pela Polícia Federal.

Sobre o sargento da Aeronáutica preso na Espanha em um avião da FAB na Espanha esta semana por porte de 39 quilos de cocaína, Bolsonaro disse que gostaria que o caso tivesse ocorrido na Indonésia, onde o crime de tráfico de drogas é punido com a pena de morte.