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30/07/2020 20:58 -03 | Atualizado 30/07/2020 20:59 -03

Bolsonaro diz ter ‘mofo no pulmão’ e que está tomando antibiótico

No momento em que o País atingiu 90 mil mortos, presidente chamou sanfoneiro para live, mas não citou as vítimas da pandemia.

Reprodução/Facebook
Bolsonaro: "Depois de 20 dias dentro de casa, a gente pega outros problemas. Eu peguei mofo, mofo no pulmão".

Na semana em que o Brasil atingiu a triste marca de 90 mil vidas perdidas por causa da covid-19, o presidente Jair Bolsonaro iniciou mais uma live semanal com a presença do sanfoneiro Gilson Machado, presidente da Embratur — o mesmo que fez a “homenagem” quando o País atingiu quase 40 mil mortes. Desta vez, no entanto, o presidente nem citou as vítimas da pandemia. O presidente chamou para a live o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, para dar “boas notícias”.

Na transmissão, Bolsonaro, que teve diagnóstico positivo da doença no início do mês, afirmou que está tomando antibiótico por causa de uma infecção a que está acometido após, segundo ele, passar 20 dias em isolamento em decorrência da covid-19 e estar com “mofo no pulmão”.

“Acabei de fazer um exame de sangue, né, estava com um pouco de fraqueza ontem, acharam até um pouco de infecção também. Estou agora no antibiótico, deve ser... agora depois de 20 dias dentro de casa, a gente pega outros problemas. Eu peguei mofo, mofo no pulmão”, disse Bolsonaro em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Ele não deu detalhes sobre o tipo de infecção e disse que vai cumprir agenda de viagem na sexta-feira a Bagé, no Rio Grande do Sul.

O presidente garantiu que está curado da covid-19, após ter afirmado no fim de semana que teve teste negativo para a doença. Ele havia anunciado em 7 de julho que teve teste positivo para o novo coronavírus. Ele voltou a defender a cloroquina e reconheceu que não há eficácia comprovada.

“Se foi coincidência? Não sei. Mas não tem outro remédio. Digo para procurar seu médico, mas que não desacredite a cloroquina sem saber. Tem quem recomende”, disse. Nesta quinta-feira pela manhã, o presidente teve a sua primeira agenda oficial de viagens desde então, visitando municípios no Piauí e na Bahia.

Bolsonaro aproveitou para defender o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello. Disse que ele faz um excelente trabalho. “Tivemos um médico e olha a desgraça que foi”, disse em referência ao ex-ministro Henrique Mandetta. Sobre “o outro” médico, o ex-ministro Nelson Teich, ele disse que não tinha o que comentar.