POLÍTICA
08/04/2019 11:52 -03 | Atualizado 08/04/2019 19:05 -03

Bolsonaro demite Vélez e indica Abraham Weintraub para chefiar o MEC

Novo ministro era número 2 de Onyx Lorenzoni na Casa Civil.

Reprodução / Youtube

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (8) a demissão de Ricardo Vélez do cargo de ministro da Educação. Para o lugar dele, o presidente anunciou o professor Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub.

Antes mesmo da campanha eleitoral se iniciar em 2018, Abraham e seu irmão, Arthur Weintraub, já integravam a equipe de Bolsonaro. Eles foram indicados por Lorezoni, a quem, segundo o Estadão, conheceram em um seminário sobre Previdência, em 2017, no Congresso.

Os dois são fundadores do Centro de Estudos em Seguridade (CES), especializado em consultorias, e passaram pelo concurso de professor da Univesidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Arthur como professor de Ciências Autuariais e Abraham, de Ciências Contábeis.

Abraham é formado em Economia pela USP, com MBA em Finanças Internacionais e mestrado em Finanças, ambos pela Fundação Getulio Vargas. Ele iniciou a carreira como office-boy no Banco Votorantim e chegou a economista-chefe. Ficou lá 18 anos. Depois ficou mais 8 anos como corretor do mesmo banco. Foi sócio da Quest Investimentos e deixou a iniciativa privada para se dedicar a Unifesp e ao CES.

 

Demissão anunciada

Desde o fim da semana passada, Bolsonaro afirmava que resolveria a situação do MEC nesta semana. Na sexta-feira (5), o presidente afirmou a jornalistas que decidiria o futuro do ministério nesta segunda. A previsão era tirar a “aliança da mão esquerda” de Vélez e “pôr na mão direita ou na gaveta”. 

“Está bastante claro que não está dando certo. Ele é uma pessoa bacana e honesta, mas está faltando gestão, que é uma coisa importantíssima.”

Na última sexta-feira (5), Bolsonaro afirmava que resolveria a situação de Vélez nesta segunda-feira. 

Vélez é o segundo ministro a cair em pouco mais de 3 meses de governo. Em fevereiro foi a vez de Gustavo Bebianno ser demitido da Secretaria-Geral da Presidência, por uma crise que envolvia o filho do presidente Carlos Bolsonaro. 

Com Bebianno, Bolsonaro também comparou a situação com o fim de um casamento. ”É quase um casamento que infelizmente prematuramente se desfez.”