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29/04/2019 18:42 -03 | Atualizado 29/04/2019 18:43 -03

Bolsonaro defende que proprietário de terra não seja punido por atirar em invasor

Segundo presidente, quem desrespeita a lei tem que “temer o cidadão de bem, e não o contrário".

Alan Santos/ Presidência/ Agência Brasil
Bolsonaro sobe em trator durante feira agrícola em Ribeirão Preto.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu, nesta segunda-feira (29), que não haja punição para proprietários de terras que atirem contra invasores. Segundo ele, a defesa da propriedade privada é uma forma de garantir a segurança jurídica no campo.

“A propriedade privada é sagrada e ponto final”, afirmou o presidente, durante a Agrishow, feira internacional de tecnologia agrícola em Ribeirão Preto, São Paulo. 

Segundo Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), vai colocar em votação uma proposta que permite o uso de arma de fogo, para quem tem a sua posse, em toda a extensão da propriedade rural - e não apenas na residência. 

O presidente disse saber que a defesa ia “dar o que falar”. “Mas uma maneira que nós temos de ajudar a combater a violência no campo é fazer com que, ao defender a sua propriedade privada ou a sua vida, o cidadão de bem entre no excludente de ilicitude. Ou seja, ele responde, mas não tem punição”, afirmou Bolsonaro a uma plateia de ruralistas, segundo o jornal Folha de S. Paulo. 

De acordo com Bolsonaro é “outro lado, que desrespeita a lei” que deve “temer o cidadão de bem, e não o contrário”. 

 

Apelo ao Banco do Brasil

Também durante sua participação na Agrishow, Bolsonaro fez um apelo público ao presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, para que o banco reduza os juros dos empréstimos cobrados do setor agropecuário.

“Vocês do campo precisam de ajuda em alguns setores, não apenas que o Estado não atrapalhe, precisam de ajuda. Agradeço aqui o nosso prezado Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, que traz R$ 1 bilhão para investir nessa área”, disse.

“Eu apenas apelo, Rubens ―me permite fazer uma brincadeira aqui, né?―, eu apenas apelo para o seu coração, para o seu patriotismo, para que esses juros ―tendo em vista você parecer um cristão de verdade― caiam um pouquinho mais. Tenho certeza que as nossas orações tocarão o seu coração”, completou.

O presidente defendeu a realização de uma reforma agrária “sem viés ideológico” que deve começar pelo que ele chamou de “lotes ociosos”.