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20/06/2019 20:01 -03 | Atualizado 20/06/2019 20:12 -03

Bolsonaro pede que eleitores pressionem deputados para manter decreto de armas

"Você pode andar armado em sua fazenda. Eu autorizei o porte rural. Mas quem está contra isso? O MST, o PT, o PCdoB, que é amigo do MST."

Rebeca Figueiredo Amorim via Getty Images

O presidente Jair Bolsonaro dedicou grande parte de sua transmissão ao vivo pelo Facebook desta quinta-feira (20) para pedir aos eleitores que pressionem os deputados federais a votarem pela manutenção do decreto de armas.

Segundo o presidente, a população deve chamar a atenção dos deputados para que a “vontade do povo seja feita” e o decreto seja mantido.

“Não tem nada de inconstitucional ali”, disse, durante a transmissão no Facebook. “Na verdade, parte do parlamento não quer que você tenha direito à posse de armas.”

Na última terça (18), o governo sofreu importante derrota quando os senadores votaram pela derrubada dos decretos de Bolsonaro que flexibilizam a posse e o porte de armas no Brasil. A discussão será retomada na Câmara na próxima semana.

Em sua fala, o presidente mandou uma mensagem diretamente para os seus eleitores que vivem em áreas rurais do País. De acordo com ele, “o MST e o PT” não querem autorizar o porte rural que ele havia incluído nos decretos.

“Você pode montar o seu cavalo ou no seu jegue e andar em toda a sua fazenda armado. Mas quem está contra isso? O MST, o PT, o PCdoB, que é amigo do MST.”

O presidente disse ainda que a mulher que mora no campo deve ter acesso às armas porque um “pedaço de papel” não seria suficiente, numa referência à lei do feminicídio. 

Também durante a transmissão, o presidente aproveitou para elogiar o desempenho do ministro Sérgio Moro durante a sua sabatina no Senado, na véspera.

“Moro é cada vez mais digno de ser o mito do Brasil. Dou cada vez mais graças a Deus de tê-lo em nosso governo”, disse.

No centro de um escândalo sobre sua atuação como juiz na condução da Operação Lava Jato, o ministro da Justiça respondeu a questionamentos de senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (19).

O presidente também comentou sobre a saída de Joaquim Levy da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  Ele pediu demissão após Bolsonaro afirmar a jornalistas que “estava ‘por aqui’ com Levy”.

O motivo do descontentamento por parte do presidente foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES.

“Não estávamos tendo transparência no BNDES. Agradeço ao Levy, que pediu demissão. Agora teremos Gustavo Montezano, o primeiro economista a assumir a presidência e o banco vai voltar a funcionar [...] No governo do PT, o banco foi assaltado. O dinheiro foi distribuído para os amigos do rei e o BNDES era usado para servir as ditaduras e aos amigos”, afirmou Bolsonaro.

Na próxima semana, Jair Bolsonaro irá a Osaka, no Japão, onde vai acontecer o encontro do G20.