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26/06/2020 11:35 -03 | Atualizado 26/06/2020 11:39 -03

Pesquisa Datafolha: 64% acham que Bolsonaro sabia onde estava Queiroz

Avaliação do presidente manteve-se estável após prisão de Queiroz: 44% avaliam Bolsonaro como ruim ou péssimo, 32%, como ótimo ou bom, e 23%, como regular.

A avaliação do presidente Jair Bolsonaroem meio à forte turbulência política que teve como episódio mais recente a prisão de Fabrício Queiroz, amigo da família e ex-assessor do filho mais velho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), manteve-se estável, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (26).

A pesquisa apontou ainda que 64% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro sabia que Queiroz – preso no caso em que o Ministério Público do Rio de Janeiro investiga supostos desvio e apropriação de salários de assessores de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio – estava na casa do então advogado do senador, Frederick Wassef, em Atibaia, interior de São Paulo.

De acordo com o levantamento, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, 44% avaliam Bolsonaro como ruim ou péssimo, contra 43% na pesquisa anterior em maio. O percentual dos que classificam o presidente como ótimo ou bom é de 32%, ante 33% na sondagem anterior, e aqueles que o veem como regular somam 23%, ante 22%.

O instituto também perguntou se Bolsonaro sabia onde Queiroz estava. Para 64% o presidente sabia, enquanto 21% disseram achar que ele não sabia o paradeiro do ex-assessor do filho e 15% não souberam responder.

Andressa Anholete via Getty Images
Datafolha mostra que 46% consideram que Bolsonaro está envolvido no suposto esquema de apropriação e desvio de salários de funcionários.

Além disso, 46% consideram que Bolsonaro está envolvido no suposto esquema de apropriação e desvio de salários de funcionários, conhecido como “rachadinha”, ao passo que 38% acham que não há envolvimento do presidente e 16% não souberam responder.

Aprovação de governadores no combate à covid registra pior índice

A aprovação dos governadores no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, por sua vez, atingiu o pior nível desde março, com o ótimo/bom despencando no período de 58% para 44% e o ruim/péssimo subindo de 16% para 29%.

Segundo o Datafolha, o pior índice foi registrado no Sudeste, onde o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi alvo de uma operação policial por suspeitas de irregularidades em compras no combate à covid-19.

Na região também está o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que governa o maior estado em termos populacionais e econômicos e crítico do presidente Jair Bolsonaro. O estado, que tem registrado recordes de mortes diárias por covid-19 nas últimas semanas, está abrindo a economia de forma gradual e regionalizada.

No Sudeste, 35% aprovam o desempenho dos governadores da região, índice bastante diferente, por exemplo, dos chefes de Executivo estaduais da região Sul, que têm avaliação positiva de 61%.

A avaliação positiva do trabalho do Ministério da Saúde na pandemia ―após duas trocas de ministros― também caiu, de um índice positivo de 76% no início de abril, sob a gestão de Luiz Henrique Mandetta, para 33% atualmente, com a pasta sob o comando interino do general Eduardo Pazuello.

Os que avaliam a performance da pasta de forma negativa foram de 5% no início de abril, para 34% agora, de acordo com o instituto. A avaliação regular foi de 18% para 31%.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone entre terça e quarta-feira. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.