COMIDA
15/03/2019 16:46 -03 | Atualizado 15/03/2019 17:05 -03

Cogumelos podem evitar o risco de perder a memória, diz estudo

Estudo acompanhou idosos chineses e descobriu que aqueles que comiam duas ou mais porções de cogumelos por semana tiveram o risco 50% menor de desenvolver problemas de memória.

Comer cogumelos pode ajudar a diminuir o risco de um comprometimento cognitivo leve, ou CCL, um tipo de comprometimento da memória que, muitas vezes, é um precursor da doença de Alzheimer. 

© eleonora galli via Getty Images

Pesquisadores de Cingapura utilizaram dados de mais de 663 chineses homens e mulheres com mais de 60 anos. Nenhum deles apresentava problemas de memória antes do início do estudo.

Em cada entrevistas, os pacientes se recordaram sobre suas dietas, incluindo o consumo de cogumelos. Cientistas analisaram suas funções cognitivas e fizeram testes de saúde mental por seis anos, entre 2011 e 2017. Cerca de 90% do grupo desenvolveram CCL ao passar dos anos. 

Depois de analisar diversos fatores comportamentais, de saúde e sócio-econômicos, incluindo o consumo de carne, vegetais verdes, frutas e nozes, os cientistas descobriram que, em comparação a aqueles que consumiam menos de uma porção de cogumelos por semana, os pacientes que consumiam até duas porções tiveram um risco reduzido em 43% de desenvolver CCL.

As pessoas que comiam duas porções ou mais por semana (mais de 300 gramas por semana) tiveram o risco reduzido pela metade (52%). 

O estudo, publicado no periódico Journal of Alzheimer’s Disease, não revela uma explicação clara sobre os componentes “mágicos” do cogumelo que melhoram a memória.

Pesquisas mostram que os diferentes tipos de cogumelos são ricos em vários antioxidantes, que podem inibir o acúmulo de beta-amilóides no cérebro, que são proteínas características da doença de Alzheimer. 

Na pesquisa, os respondentes citaram consumir cogumelos como shitake, shimeji, enoki, portobello e champignon. 

Com base neste e em outros estudos, os autores concluíram que o “consumo de cogumelos pode ser uma medida preventiva potencial para retardar o declínio cognitivo e a neurodegradação em idosos”.