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17/10/2019 18:28 -03 | Atualizado 18/10/2019 18:40 -03

7 trechos que resumem o áudio em que Delegado Waldir promete implodir Bolsonaro

“Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, diz Delegado Waldir sobre Bolsonaro.

Montagem/Agência Brasil

Um áudio de nove minutos colocou ainda mais lenha na fogueira que está a situação do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Desta vez, o deputado Daniel Silveira (RJ) vazou uma gravação de uma reunião de deputados que se opõem a conduta do presidente. A gravação mostra a irritação do líder da legenda na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO).

Waldir se tornou o símbolo da confusão da legenda na quarta-feira (16). Bolsonaro articulou pessoalmente para destituí-lo da liderança da legenda e emplacar o filho, Eduardo (SP). A tentativa foi frustrada. Era necessário ter maioria das assinaturas dos 53 deputados da legenda. Embora tenha conseguido 27 assinaturas, a rubrica da deputada Bia Kicis (DF) não conferiu.

Assim que apresentaram este requerimento, parlamentares da legenda ligados ao Delegado Waldir e a Luciano Bivar (PE) —  presidente do PSL e outro alvo de troca de farpas com Bolsonaro — também apresentaram um requerimento para retornar o posto a Waldir. No fim, quatro parlamentares assinaram as duas listas e a Secretaria-Geral da Mensa da Câmara manteve Waldir na liderança.

Irritado, Bolsonaro tirou a deputada Joice Hasselmann (SP) da liderança de governo. Ela assinou a lista pela manutenção de Waldir.

Desde o início do governo, integrantes do PSL se queixam do relacionamento da legenda com o presidente. No entanto, desde que Bolsonaro disse publicamente que Bivar estava queimado, a crise se acirrou.

O áudio expõe ainda a tentativa de integrantes do PSL fundirem a legenda com o DEM.

Leia os principais trechos do áudio.

1. “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Não tem conversa. Eu implodo ele. Eu sou o cara mais fiel. Acabou, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu votei nessa porra. Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, diz o Delegado Waldir.

2. “Cuidado com isso, Waldir”, pontua um deputado. Outro diz: “Calma”.

3. “Os meninos chegaram lá e o presidente disse: ‘Assina se não é meu inimigo.’”, diz uma deputada. Em seguida, o deputado Luiz Lima (PSL-RJ) responde: “Eu não consegui não assinar”.

4. “A gente foi tratado igual cachorro desde que ele venceu as eleições, nunca atendeu a gente porra nenhuma”, diz outro deputado.

5. “Nunca fui tão assediado quanto agora. Nunca o Palácio ligou tanto para mim. Olha, Flávio Bolsonaro… Fiquei importante da noite para o dia. Nada como um dia após o outro”, diz um deputado.

6. “Eu estou tentando segurar essa porra porque eu não quero que aconteça. Se a bancada passar o recado que não está com o partido, eles vão fazer a fusão e vão liberar todo mundo aqui sem levar fundo, sem levar porra nenhuma. E o Democratas vai ficar com o dinheiro de todos vocês aqui”, diz Felipe Franceschini (PSL-PR).

7. “Não tem chance de dar certo com o Palácio porque eles não combinam o jogo com ninguém”, emenda Franceschini.

A íntegra está disponível na página do YouTube do Estadão.