MUNDO
21/04/2019 09:43 -03 | Atualizado 21/04/2019 12:30 -03

Explosão no Sri Lanka deixa mais de 200 mortos na Páscoa

Papa Francisco chamou o atentado “violência cruel” e afirmou estar “perto” das vitimas da tragédia.

ISHARA S. KODIKARA via Getty Images
Papa Francisco chamou o atentado “violência cruel” e afirmou estar “perto” das vitimas da tragédia.

Uma série de atentado com explosivos deixou pelo menos 207 mortos no Sri Lanka e 450 feridos. Os alvos foram quatro hotéis de luxo, um complexo de casas e três igrejas, onde fiéis celebravam a missa de Páscoa neste domingo (21). Entre as vítimas, há nove estrangeiros, segundo as últimas informações.

O governo decretou estado de emergência no país e impôs toque de recolher por tempo indeterminado. Segundo a polícia, ao menos dois homens-bombas participaram das explosões, de acordo com informações de agências de notícias internacionais.

No Sri Lanka, a população cristã representa 7% do total, enquanto os budistas chegam aos 70%. Os atentados conta minorias religiosas já ocorreram antes. Em 2018, o governo declarou estado de emergência após enfrentamentos entre muçulmanos e budistas resultarem na morte de duas pessoa e na prisão de dezenas.

As primeiras explosões neste domingo ocorreram em ao menos três hotéis de luxo de Colombo, capital de Sri Lanka, em uma igreja também da capital e outra em Katana, zona oeste do país. A terceira igreja atingida fica em Batticaloa, na zona leste da ilha, de acordo com autoridades locais.

Horas mais tarde, uma outra explosão foi registrada em um hotel também na capital, e matou pelo menos duas pessoas. A última denotação foi em um complexo de casas também em Colombo. Nesta, pelo menos três policiais foram mortos, segundo o secretario de Defesa, Hemasiri Fernando. De acordo com a polícia, a explosão foi causada por um suicida.

O ministro de Defesa, Ruwan Wijewardene, afirmou a jornalistas que serão tomadas “medidas contra qualquer grupo extremista que estiver operando” no país. Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques até o momento.

O ministro das Reformas Econômicas e Distribuição Pública, Harsha de Silva, que participou de reunião de emergência com o primeiro-ministro do país, Ranil Wickremesinghe, e altos comandantes das forças de segurança, pediu “calma” e “atuação com responsabilidade”. Ele também se mostrou comovido pela situação ao visitar locais dos atentados.

O Papa Francisco condenou o atentado nas cerimônias de celebrações de Páscoa, no Vaticano. Ele afirmou que o episódio trouxe “pesar e sofrimento a várias igrejas e outros lugares de reunião em Sri Lanka”. O Papa chamou o atentado “violência cruel” e afirmou estar “perto” das vitimas da tragédia.

O presidente Jair Bolsonaro demonstrou solidariedade e condenou os ataques.

Na repercussão internacional, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que a União Europeia estava pronta para ajudar o país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ofereceu ajuda e classificou o episódio como um “ataque terrorista”.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, por sua vez, disse que o Sri Lanka pode contar com o pais na luta contra o terrorismo. Ele afirmou que espera que os “autores e organizadores do cruel e cínico crime, cometido no Domingo da Ressurreição, recebam o castigo merecido”.