POLÍTICA
09/07/2019 09:48 -03 | Atualizado 09/07/2019 10:00 -03

Apoio à reforma da Previdência cresce entre bolsonaristas e petistas, diz Datafolha

O maior índice de rejeição às mudanças está entre as mulheres.

NurPhoto via Getty Images
A maior mudança de opinião sobre a reforma da Previdência foi entre os eleitores de Jair Bolsonaro

A parcela da população que apoia a reforma da Previdência supera numericamente aqueles que são contrários as mudanças no País.

De acordo com pesquisa Datafolha publicada nesta terça (9), os brasileiros mudaram de opinião em relação a reforma. Antes, apenas 41% da população era favorável. Agora, esse número cresceu para 47%.

Também foi percebido o movimento de queda entre os que se opõem as mudanças. Essa fatia da população passou de 51% para 44% entre abril e julho. A pesquisa ouviu 2.086 brasileiros com mais de16 anos em todo o País.

O dado foi publicado às vésperas da votação da proposta pelos deputados federais na Câmara. A discussão da reforma começa no plenário da Casa também nesta terça-feira e, para ser aprovada, são necessários 308 votos, em dois turnos. Governistas calculam que cerca de 330 ou 340 deputados votem a favor do texto.

Tema polêmico e alvo de manifestações em todo o País, a queda na rejeição e o crescimento ao apoio à reforma foi percebido em todas as faixas de idade, escolaridade e renda familiar, segundo Datafolha.

Mas a maior mudança de opinião foi entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em abril, eles eram 55%. Agora, os eleitores favoráveis a proposta são 67%.

Entre os eleitores de oposição, que declararam voto em Fernando Haddad (PT) em 2018, a rejeição caiu e passou de 72% para 67%. Já o apoio subiu de 22% para 25%.

Entre os que não votaram em nenhum dos dois, a oposição é maior e atinge 61%. Mulheres e homens também estão em polos opostos em relação a proposta. Ela são contrárias (50%), enquanto entre eles o apoio é de 57%.

Principais pontos da reforma

A reforma aprovada na comissão especial da Câmara mantém os pilares propostos pelo governo e a previsão de economia de pelo menos R$ 1 trilhão. Alterações no plenário, contudo, podem reduzir esse montante.

De acordo com o texto aprovado no colegiado, a idade mínima para aposentadoria nos setores públicos e privados passar a ser de 65 anos para homens e 62 para as mulheres. No caso de professores, ficou estabelecido mínimo de 50 anos para homens e 57 para mulheres.

Outro pilar é o tempo de contribuição, estabelecido em 20 anos para homens e 15 para mulheres no setor privado. No público, o mínimo é de 25 anos para ambos.

As novas regras valem apenas para quem não entrou no mercado de trabalho. Quem já começou a contribuir para aposentadoria, seja no setor público ou privado, passará pela regra de transição. Isso significa que a idade mínima vai subir aos poucos; começa com 61 anos para homens e 56 para as mulheres. O ajuste será feito anualmente com acréscimo de seis meses.