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03/04/2020 17:36 -03 | Atualizado 07/04/2020 11:48 -03

Aplicativo para saque dos R$ 600 do auxílio emergencial estará disponível na terça (7)

Trabalhadores que já estão nos bancos de dados do governo, seja pelo MEI, bolsa Família ou no Cadastro Único, não precisam se cadastrar novamente.

EVARISTO SA via Getty Images
Auxílio é de R$ 600 e pode chegar a R$ 1.200 para mães solteiras responsáveis pelo sustento da família.

Os trabalhadores informais com direito aos R$ 600 do auxílio emergencial no período de pandemia do coronavírus deverão baixar um aplicativo para se inscrever que será disponibilizado na terça (7). Os demais trabalhadores com direito ao benefício, mas que já estão nos bancos de dados do governo, seja pelo MEI, bolsa Família ou no Cadastro Único, receberão o dinheiro primeiro. 

A expectativa, de acordo com o ministro, é que a verba seja creditada até o dia 9. “Os elegíveis ja teremos condições de começar o deposito antes do feriado de Páscoa”, disse o ministro da Cidadania, Onyx Lorezoni.

Constantemente cobrado pelo atraso na operacionalização do benefício que foi apresentado em 18 de março, o ministro pediu compreensão. Tanto ele quanto Paulo Guedes, ministro da Economia também presente no anúncio, pediram colaboração.

Para Guedes, tem “muita gente criticando oportunisticamente”. “Qualquer crítica de que houve demora no programa considero oportunismo político. Não considero uma atitude séria. Peço colaboração e acho que teremos”, disse.

Ele afirmou ainda que democracia é mesmo “barulhenta”. No entanto, repetiu que “não é momento de explorar politicamente qualquer problema que tenhamos”.

Entre os que criticaram está o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  Para Maia, o prazo inicial do governo, que era de liberação do auxílio no dia 16, não combinava com a palavra “emergencial”. “A palavra ‘emergencial’ não me perece, por uma crise do tamanho que a gente está vivendo, que aguardar até 16 de abril é a melhor solução”, disse. Ele havia proposto um mutirão para o governo agilizar a verba.

O auxílio é de R$ 600 e pode chegar a R$ 1.200 para mães solteiras responsáveis pelo sustento da família. Tramita no Congresso, um projeto que também estende a cota dobrada aos pais solteiros.

Tem direito ao auxílio trabalhador informal, seja empregado, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até 20 de março de 2020, ou que, nos termos de autodeclaração, cumpra o requisito.

Para ter acesso ao auxílio, a pessoa deve cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:

- ser maior de 18 anos de idade, exceto mães adolescentes;

- não ter emprego formal;

- não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família; e

- renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).