ENTRETENIMENTO
08/09/2020 04:00 -03

'Amor e Sorte' traz casais reais e 'Fernandas' para contar histórias da pandemia

Série que estreia nesta terça-feira (8) tem episódios com atores que vivem juntos e um com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.

Filmes e séries sobre relacionamentos existem aos milhões, e parece que tudo já foi dito sobre isso, mas a pandemia do coronavírus conseguiu afetar até os clichês das histórias de amor ou separação. “Quem continuar casado depois dessa pandemia não separa nunca mais”, brinca Lázaro Ramos, que junto com Taís Araújo, protagonizam um dos quatro episódios da série Amor e Sorte, série que estreia na TV Globo nesta terça-feira (8), às 22h45.

Mas não é apenas sobre relacionamento de casais que a produção comandada pelo diretor e roteirista Jorge Furtado trata. Tanto que o episódio que abre a série, Gilda e Lúcia, retrata um tipo de acerto de contas entre mãe e filha, que isoladas em um sítio durante a pandemia, tentam conciliar suas muitas diferenças. 

“Esse especial gravou para sempre um momento de realização artística, comunhão familiar e de aceitação de uma nova possibilidade de sobrevivência diante de uma tragédia como esse vírus. Tivemos um momento especial que foi consumado nesse filme. E foi algo que veio ao acaso, mas, como disse a Simone de Beauvoir [filósofa francesa], o acaso tem sempre a última palavra”, disse Fernanda Montenegro, que atua em Gilda e Lúcia junto com sua filha, Fernanda Torres.  

Aliás, com exceção do episódio estrelado por elas, que foi dirigido pelo cineasta Andrucha Waddington, marido de Fernanda Torres, em todos os outros, a dupla de atores, além de atuar, também eram os braços e pernas da equipe de produção, que os ajudava remotamente. 

“É como diz aquela máxima: a necessidade é a mãe da invenção. A gente tá trancado em casa e querendo contar histórias. Mas não existe nada mais coletivo que o audiovisual. Todas as outras formas de criação, escrita, música... Até teatro você pode subir no palco sozinho e fazer. Mas a nossa, não. Me lembrei que há vários atores que estão passando a quarentena juntos porque são casados ou têm filhos e aí começamos a conversar com alguns deles. Foi uma maneira de enfrentar essa peste com a arte. É a dramaturgia contra a peste”, explicou Furtado.

Quem assina a direção artística à distância dos outros três episódios é Patricia Pedrosa, que tem no currículo produções como o recém reprisado Cine Holliúdy, além de Shippados e Todas as Mulheres do Mundo.

“Quando o Jorge me convidou para o projeto, eu não acreditei muito. Achava que não daria certo, mas o Jorge, sempre muito positivo, não deixou a gente desistir. Fizemos alguns testes, entregamos os equipamentos nas casas dos atores e vimos que dava certo”, contou a cineasta.

“A equipe, a gente, todo mundo queria tanto que isso desse certo que a gente ficou em uma concentração maior do que se tivesse todo mundo junto, presente fisicamente mesmo”, comentou Lázaro.   

Lázaro e Taís são os personagens do episódio assinado por Alexandre Machado, autor de produções icônicas, como Os Normais, no primeiro trabalho após a partida de sua companheira e parceira de roteiros, Fernanda Young. Nesse episódio, ele retrata um casal confinado que, ao divergir sobre uma questão ideológica, chega a uma grande DR turbinada pelos nervos à flor da pele. 

Já Caio Blat e Luisa Arraes protagonizam texto deles próprios em parceria com Jorge Furtado, que fala sobre um relacionamento que começa exatamente quando as pessoas precisam entrar em confinamento.

Autoras de roteiros para A Grande Família, Jô Abdu e Adriana Falcão assinam o episódio em que Emilio Dantas e Fabiula Nascimento vivem um casal que caminha para o divórcio quando o isolamento começa.

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