COMIDA
30/05/2019 14:13 -03

8 alimentos saudáveis que podem ser tóxicos em grande quantidade

Apesar de serem saudáveis e possuírem inúmeros benefícios, estes alimentos podem te fazer mal se consumidos em excesso.

Alimentação saudável não é complicada, mas requer alguns cuidados.

Enquanto alguns alimentos podem ser consumidos em abundância, outros alimentos precisam de moderação. 

Apesar de serem saudáveis e possuírem inúmeros benefícios para o corpo humano, eles podem se tornar tóxicos se consumidos em excesso. Veja alguns deles: 

Canela

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Canela faz muito bem à saúde. Além de ser um um termogênico natural, que ajuda acelerar o metabolismo, ela também tem poderes antioxidantes, ajuda a combater inflamação e até a baixar o açúcar no sangue. 

Porém, canela contém um componente chamando cumarina, que pode ser nocivo em grandes quantidades.

A dose tolerável de cumarina é de 0,1 mg por quilo corporal. Se consumir muito mais do que isso, o componente pode causar toxicidade hepática e câncer, segundo o site Health Line

Baseado nisso, não é recomendado comer mais de 2 gramas de canela Cassia (um dos tipos de canela) ou 5 gramas de canela Ceylon (outro tipo de canela) por dia. 

Comer um pouco mais do que isso, de vez em quando, não trará riscos à saúde. O risco é consumir altas doses com frequência. 

Café

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O café é rico em antioxidantes, é energizante e tem outros benefícios para a saúde, como redução do risco de doenças hepáticas, diabetes e doenças neurodegenerativas. 

Contudo, por ser rica em cafeína, a bebida precisa ser consumida com certa moderação. Conforme a nutricionista Cara Rosenbloom escreveu ao The Washington Post, consumir mais do que 400 mg de cafeína por dia (cerca de 4 xícaras de café) pode sobrecarregar o sistema, causando insônia, irritabilidade, ansiedade, gastrites e até arritmia. 

“Se você ainda precisa de uma alta dose de cafeína após beber três ou quatro xícaras, você pode tomar um chá verde ou chá preto, que tem apenas 30 ou 50 mg de cafeína por xícara, em vez de 100 a 150 mg do café.”

Castanha-do-pará 

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Castanha é conhecida por ser ótima fonte de gorduras boas e de selênio, um mineral essencial para o corpo, porém tóxico em altas quantidades. 

A recomendação é comer de 50 a 70 mg do selênio, não podendo ultrapassar 300 mg por dia. Uma castanha-do-pará tem, em média, 95 mg do mineral.  

Se você consumir cerca de 5 ou mais castanhas do pará pode ter consequências como perda de cabelo e unhas fracas, além de problemas digestivos e até problemas de memória. 

O ideal é comer castanha junto com outras castanhas, que também têm diversos benefícios para a saúde, como amêndoas, castanha de caju, noz, entre outras. 

Atum

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O peixe é um dos favoritos por aqueles que buscam uma alimentação saudável, por ser rico em gorduras boas, proteína e Ômega 3. 

Porém, o atum tem altos níveis de um poluente ambiental chamado metilmercúrio. Em excesso,  metilmercúrio é uma toxina neurológica que pode causar diversos efeitos adversos à saúde, como atraso no desenvolvimento em crianças, problemas de visão e falta de coordenação. 

Os atuns maiores, usados em sushis e em pratos mais premium, têm maiores quantidades de mercúrio, enquanto os menores, que são enlatados, têm menores concentrações do componente. 

A quantidade segura de ingerir mercúrio para humanos é de 0.1 mg por quilo corporal. Isso significa que uma criança que pesa 25 kg poderia comer apenas 75 gramas de atum enlatado. 

Noz-moscada

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Ela é uma especiaria muito utilizada em gemadas, bolos, pudins e em outras receitas. Ela é gostosa e tem benefícios que combatem a ansiedade e até depressão. Porém, ela é alucinógena em grande quantidade. 

Noz-moscada contém um componente chamado miristicina, que é psicoativo. Em doses elevadas, a noz-moscada pode causar intoxicação por miristicina, com efeitos adversos como convulsões, arritmia cardíaca, náusea, tontura e até alucinações. 

Arroz integral 

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O arroz integral é muito melhor que o arroz branco, por ser rico em fibras e conter mais nutrientes, como vitaminas e minerais. Porém, tudo isso vem com um custo: o arsênico, que é altamente tóxico. 

Mas calma, o arroz integral não tem alta dose de arsênico, e seu consumo é completamente seguro. Porém, em excesso, o arsênico está ligado ao aumento do risco de doenças cardíacas e até a alguns tipos de cânceres. 

O arroz absorve mais arsênico do solo do que qualquer outro grão, e a versão integram tem cerca de 80% mais arsênico do que o arroz branco, uma vez que ele se acumula nas camadas do arroz. 

Fígado

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Um dos órgãos mais nutritivos dos animais, o fígado tem nutrientes essenciais, como ferro, B12, vitamina A, entre outros. Porém, não é recomendado comer fígado com grande frequência e em grande quantidade, exatamente por ter doses extras destes nutrientes. 

A vitamina A tem certa toxidade em altíssima dose e pode causar problemas de visão, além de náuseas. Não é recomendado comer fígado todos os dias. Uma ou duas vezes por semana já é o bastante. 

Couve

Couve é, sem dúvida, um vegetal saudável, rico em cálcio, fósforo e vitaminas. Mas um estudo da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, comer couve cria em altas quantidades pode suprimir a produção do hormônio da tireoide responsável por regular o metabolismo. 

O vegetal contém progoitrina, um composto que pode interferir na síntese de hormônios da tireoide. O consumo exagerado do crucífero cru pode suprimir a atividade da tireóide e aumentar o risco de bócio (aumento do volume da glândula tireoide). As irregularidades hormonais, que causam inchaço, aumento de peso e até flutuações nos níveis de açúcar no sangue, foram detectadas na ingestão do vegetal cru em grande quantidade. Em menores quantidades, o efeito desaparece e a tireoide permanece ilesa.

O alerta dos cientistas é para apenas pessoas que têm um gosto particular por crucíferos crus. Em 2010, por exemplo, uma chinesa de 88 anos entrou em coma por causa de uma disfunção causada pelo vegetal: ela comia cerca de 1,5 kg todos os dias por meses, em um esforço para evitar diabetes.