Os alimentos afrodisíacos e como eles atuam em nosso corpo

Sim, existem alimentos afrodisíacos. Mas eles "funcionam" de uma forma diferente do que a maioria imagina.

Quando se fala em alimentos afrodisíacos, a imaginação rola solta na cabeça de muita gente, sabemos.

Alguns dizem que é lenda, outros acreditam piamente nos poderes mágicos de certas receitas caseiras. Mas a verdade é que existem, sim, alimentos afrodisíacos ― mas eles não atuam em nosso corpo como muitos imaginam.

Os alimentos afrodisíacos na nutrição são alimentos que não agem diretamente na libido, mas são capazes de melhorar nosso humor, aumentar a disposição, aumentar o que a gente chama de energia vital, que é um conjunto de propriedades fisiológicas e hormonais e diversos funcionamentos do nosso corpo que são otimizados através da ingestão desses alimentos”, explica a nutricionista Ariane Bomgosto, especialista em alimentação comportamental.

Em um bate-papo com o HuffPost Brasil, a nutricionista lembra que a palavra afrodisíaco vem de Afrodite, a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na mitologia grega, que organizava banquetes com alimentos representativos.

“Quando falamos em alimentos afrodisíacos, há dois lados a explorar: o lado nutricional, de alimentos com reais propriedades capazes de colocar nosso corpo em um estado mais propício de sentir essa libido, sentir mais tesão e sentir que você está vivo; e o lado simbólico, de alimentos que despertam sentidos ou sensações por seu simbolismo e ritual na hora de preparar, servir, cheirar e degustar, além do visual do alimento”, afirma Bomgosto, que tem um canal no YouTube no qual fala mais sobre o assunto.

Veja abaixo alguns exemplos:

Pimentas

“Diferentes tipos de pimentas são afrodisíacas, principalmente a pimenta caiena”, diz a nutricionista.

Açafrão da terra

Açafrão ou cúrcuma também é citado como um alimento afrodisíaco. ”É um tempero exótico que provoca nosso paladar”, afirma Bomgosto.

“Alimentos exóticos e que provocam nossas papilas gustativas são considerados afrodisíacos.”

- Ariane Bomgosto, nutricionista.

Frutas vermelhas

Morango, cereja, amora e outras frutas silvestres podem ser consideradas afrodisíacas tanto por suas propriedades ― que carregam boas quantidades de vitaminas e antioxidantes ― quanto pela simbologia.

“Você pode reparar, por exemplo, que a imagem sensual sempre é representada por morango na boca. Filmes utilizam essa simbologia”, destaca.

Castanhas e abacate

O grupo das oleaginosas, como castanha do caju, amêndoas, castanhas do pará, entre outras são ótimas fontes de vitamina E, responsável por melhorar o humor ― e até a qualidade do esperma (eita!). Outra fonte riquíssima desta vitamina é o nosso querido abacate.

Café

Café é um estimulante natural e aumenta sensação de vitalidade, por isso pode ser considerado afrodisíaco.

Ervas aromáticas

Todas as ervas que dão muito perfume, como o alecrim e o manjericão, também podem ser consideradas afrodisíacas.

“Num quadro geral, os alimentos que provocam nossos sentidos, como cheiro, gosto, textura ou até a própria estética, são considerados afrodisíacos por aguçar a imaginação, proporcionar mais experiência e, assim, aumentar o desejo sexual”, afirma a nutricionista.

Vinho

Entrando no simbolismo ― e os alimentos que remetem à mitologia grega ―, Bomgosto cita o vinho, o mel e a ambrosia, chamada por aqui de “Manjar dos Deuses”.

Mas antes de beber uma garrafa inteira de vinho, comer uma caixinha inteira de morangos e tomar 1 litro de café antes da ousadia, a nutricionista adverte que não é a quantidade ingerida que aumenta a libido, mas sim a qualidade destes alimentos e como eles são apreciados.

“Não existe questão de quantidade. Isto é um mito”, observa. “A qualidade da alimentação nesse caso é muito mais importante, e observar os sentidos que estes alimentos geram ao corpo.”