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17/09/2020 16:58 -03 | Atualizado 17/09/2020 17:06 -03

Alerj dá continuidade ao processo de impeachment de Wilson Witzel

Pelo Twitter, governador afirmou que acredita em um julgamento justo e que o linchamento político do qual tem sido vítima deixará marcas profundas no Rio de Janeiro.

A comissão especial que analisa o pedido de impeachment do governador afastado Wilson Witzel na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou hoje (17), por 24 votos, o parecer do relator, deputado Rodrigo Bacellar (SDD), pela continuidade do processo de impeachment.

O documento, que aponta supostas irregularidades em compras e renovações de contratos para a área da saúde durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), foi aprovado por unanimidade.

O deputado Rodrigo Bacellar afirmou, em seu relatório, que há fortes indícios de que o governador afastado tenha cometido crime de responsabilidade por meio do recebimento de vantagens indevidas.

“A meu sentir, não existem dúvidas de que o exmo. governador, ao abrir mão de todos os mecanismos de controle postos à disposição da administração para dar provimento a recurso contrário a todas as informações técnicas existentes, agiu dolosamente contra os interesses públicos e em benefício de interesses privados”, disse.

Para o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), ”é chegada a hora de dar um basta nessa plutocracia corrupta de uma aliança espúria entre setores empresariais e políticas desse Estado”.

O deputado Renan Ferreirinha (PSB) relembrou uma declaração do governador afastado para criticá-lo. “Witzel disse que ia mirar na cabecinha de bandidos, mas acabou atingindo em cheio a esperança da população fluminense.”

Na segunda-feira Witzel foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República acusado de chefiar uma organização criminosa que teria atuado nas compras da área da saúde do Estado.

A defesa de Witzel entrou com um novo pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governador afastado seja reconduzido ao cargo.

Pilar Olivares / reuters
A comissão especial que analisa o pedido de impeachment do governador afastado Wilson Witzel na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou hoje (17), por 24 votos, o parecer do relator, deputado Rodrigo Bacellar (SDD), pela continuidade do processo de impeachment.

Governador diz que tem confiança em um julgamento justo

Em sua conta no Twitter, o governador afastado afirmou que tem confiança na realização de um julgamento justo e que o linchamento político do qual ele tem sido vítima deixará marcas profundas no Rio de Janeiro. Ele afirma também que está sendo acusado sem provas e que irá fazer uma defesa por escrito e de forma presencial.

Os próximos passos do processo de impeachment

Agora, o relatório será encaminhado para votação no plenário da Alerj no próximo dia 23 de setembro, onde ainda pode receber emendas e a votação pode durar mais de uma sessão. Caso 47 dos 70 deputados votem a favor do parecer, Witzel será duplamente afastado do cargo.

Depois disso, um tribunal com cinco desembargadores e cinco deputados terá até seis meses para avaliar o caso e decidir ou não pelo impeachment.
No último dia 2, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria para manter o afastamento do governador do Rio por seis meses. Ele foi alvo da Operação Placebo e foi denunciado por corrupção. 

Nesta quinta-feira (17), 24 deputados da comissão foram favoráveis ao prosseguimento do rito.

São eles: Rodrigo Bacellar (relator), Alexandre Freitas (Novo), Brazão (PL), Bebeto (Podemos), Carlos Macedo (Republicanos), Dionísio Lins (PP), Deodalto (DEM), Eliomar Coelho (PSOL), enfermeira Rejane (PC do B), Gustavo Schmidt (PLS), Léo Vieira (PSC), Luiz Paulo (PSDB), Márcio Canella (MDB), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinicius (PTB), Marina Rocha ((MDB), Martha Rocha (PDT), Renan Ferreirinha (PSB), Subtenente Bernardo (PROS),Val Ceasa (Patriota),Valdecy da Saúde (PTC), Waldeck Carneiro (PT), Welberth Rezende (Cidadania) e Chico Machado (PSD).

Apenas João Peixoto (DC) não votou porque está com covid-19 e de licença médica.

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