OPINIÃO
23/05/2019 01:00 -03 | Atualizado 23/05/2019 01:00 -03

'Aladdin' acerta em cheio o coração dos fãs ao se manter fiel ao original

Nova versão de clássico da Disney não tem vergonha em ser praticamente uma cópia da animação. E é isso que os fãs querem.

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Will Smith como o gênio era uma preocupação, mas ele se saiu bem, mesmo com o peso de substituir Robin Williams.

Fãs da animação Aladdin, preparem-se: vocês vão amar a versão live-action do clássico moderno da Disney, que estreia nesta quinta-feira (23) nos cinemas brasileiros.

O filme dirigido pelo inglês Guy Ritchie é, disparado, o mais divertido dessa leva de releituras que já rendeu títulos como Mogli - O Menino Lobo (2016), A Bela e A Fera (2017) e, mais recentemente, Dumbo.

O segredo para o sucesso? Simples: não mexer em time que está ganhando.

Ao contrário do que aconteceu com o elefantinho voador, que teve sua história renovada no filme de Tim Burton, Aladdin não se acanha nem um pouco de ser praticamente uma cópia xerox do material original, de 1992. O fraco desempenho de Dumbo nas bilheterias mostra que o mapa da mina é esse mesmo, manter-se o mais fiel ao original possível.

A tática de apelar para a nostalgia para abrir os bolsos do público é levada quase à perfeição por Ritchie, que nasceu para um filme como esse. Seu estilo cartunesco e hiperativo de direção se encaixa como uma luva na trama. Principalmente com um personagem como o Gênio.

Aliás, a questão do gênio era algo que gerava desconfiança nos fãs depois que ele foi apresentado pela primeira vez em um trailer. Mas ela foi resolvida. O visual de Will Smith azul não está mais tosco de desproporcional. E Smith manda muito bem como o personagem que foi eternizado na voz de Robin Williams. Um fardo e tanto para se carregar, mas que ele soube lidar bem em boa parte das exageradas mais de 2 horas de filme.

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Naomi Scott e Mena Massoud também convenceram como Jasmine e Aladdin.

Todos os números musicais do original estão aqui. Às vezes reproduzidos frame a frame. Mas há algumas novidades, como a música Speechless, que dá ainda mais espaço para a força de Jasmine, que quer provar para todos que ela tem voz e que vai lutar para ser a sucessora de seu pai no trono.

Anotem aí: a canção tem todos os clichês possíveis de um candidato ao Oscar da categoria. Já a versão estilo Gettin’ Jiggy Wit It da clássica Friend Like Me ficou apenas para os créditos finais.

Mas não foi apenas Smith que se saiu bem como o Gênio. Tanto os novatos Mena Massoud (Aladdin) e Naomi Scott (Jasmine) quanto os mais veteranos Marwan Kenzari (Jafar) e Navid Negahban (Sultão) mostram que sabem muito bem o que tinham de fazer para cumprir suas obrigações com competência.

Aladdin é o retrato disso. Não tem nada de especial, mas nem quer ter. No que se propõe, que é ser um veículo de nostalgia para quem foi criança no início da década de 1990, ele acerta em cheio sem ter vergonha disso. Diversão pura e simples que vai dar uma abraço quentinho no coração de seus fãs.