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21/10/2019 11:00 -03

Você pode ajudar a retirar o óleo que devasta o litoral do Nordeste

Moradores têm se articulado pelo WhatsApp, mas qualquer um pode se juntar aos voluntários nas mais de 200 localidades atingidas.

Stringer . / Reuters
Voluntários removem mancha de óleo da praia de Tamandaré, em Pernambuco.

Há mais de um mês as praias do Nordeste sofrem com um desastre ambiental sem precedentes cujas consequências ainda não é possível medir. São 201 localidades de 74 municípios, conforme números atualizados pela Marinha neste domingo (20). 

O governo alega atuar com todo empenho, embora não tenha acionado o Plano Nacional de Contingência (PNC) para Incidentes de Poluição por Óleo em Água quando alertado do início dos vazamentos, em setembro, que afetam os nove estados nordestinos.  

De acordo com a Marinha, já foram coletadas 525 toneladas de resíduos nas praias do Nordeste desde o primeiro aparecimento das manchas, em 2 de setembro, na Paraíba. Segundo o órgão, o recolhimento é um esforço conjunto de órgãos federais, estados, municípios e voluntários.

De acordo com o boletim mais recente do Ibama, de sexta (19), 2.190 filhotes de tartarugas marinhas foram capturados preventivamente na Bahia e 624, em Sergipe. Há, infelizmente, animais mortos com o desastre. 

Independentemente disso, há ações do Ibama, em parceria com a Marinha e a Petrobras, com órgãos dos governos estaduais e municipais em andamento. 

Voluntários

Moradores de diferentes regiões têm se mobilizado e trocado informações, em grupos de WhatsApp, sobre a chegada do óleo em novas localidades ou em regiões que já haviam sido limpas.

Qualquer um pode ajudar. Em várias cidades têm ocorrido mutirões para auxiliar as equipes nas retiradas. 

Para aqueles que quiserem participar, há recomendações da Marinha: não entrar em contato com o material sem usar luvas e botas, porque a substância é considerada tóxica. 

As ações têm sido convocadas também pelas redes sociais. Neste fim de semana, por exemplo, em Salvador, os Guardiões do Litoral foram a diversas praias da região. 

O Esporte Clube Bahia apoiou a iniciativa e ajudou na divulgação. 

Quem não quiser ou puder ajudar colocando a mão na massa já presta um grande auxílio comunicando às autoridades competentes onde estão as manchas. 

Em Sergipe, por exemplo, deve-se entrar em contato com o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente, além de se poder ligar também para a Prefeitura. Os telefones estão no tweet abaixo. 

Em Alagoas, o CSA, clube de futebol do estado decidiu apoiar a causa e também divulgou em seu perfil os telefones para os quais frequentadores das praias locais devem telefonar. 

Em qualquer estado, as autoridades competentes são as secretarias de Meio Ambiente e as respectivas Prefeituras. Pode-se ainda procurar o Ibama local

Quando o banhista se deparar com a situação de óleo nas praias e encontrar algum animal ferido deve contatar a Polícia Ambiental estadual.