ENTRETENIMENTO
28/05/2020 01:00 -03 | Atualizado 26/06/2020 19:48 -03

'A Princesa e o Sapo': 5 razões para assistir ao desenho

Animação que será exibida nesta quinta-feira (28) na "Sessão da Tarde" é uma das melhores e mais subestimadas da Disney.

Por algum motivo inexplicável, A Princesa e o Sapo, animação da Disney de 2009, não foi lá muito bem recebida pelo público. A crítica amou o filme dos consagrados Ron Clements e John Musker, mas os espectadores tiveram uma reação fria.

Tanto que reza a lenda que essa recepção não muito amigável por parte dos fãs do estúdio fez de A Princesa e o Sapo o último longa da Disney feito totalmente à mão. Mas isso não é verdade. O filme teve até um desempenho bem sólido nas bilheterias. É a 10ª maior do estúdio.

Então, por que A Princesa e o Sapo não é tão celebrada pelo público? Os personagens são ricos e fogem a muitos estereótipos, a escolha por Nova Orleans como local é bem original, as músicas de Randy Newman são incríveis, a protagonista é uma mulher forte e decidida. Ou seja, não existem motivos justos para esse “esquecimento”.

A Princesa e o Sapo merece mais atenção e nesta quinta-feira (28) você tem uma ótima oportunidade para ver (ou rever) esse clássico moderno da Disney. Isso porque a animação será exibida na Sessão da Tarde, na Globo, às 14h56. 

Ainda na dúvida se deve assistir? Então vamos te ajudar.

Veja aqui 5 motivos para não deixar de ver A Princesa e o Sapo: 

1 - Tiana quebrou barreiras muito além da racial

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A personagem Tiana não quebrou apenas a barreira racial entre as princesas da Disney. Além de ser a primeira protagonista negra de uma animação do estúdio, ela é, de verdade, a primeira realmente da classe trabalhadora.

É claro que Cinderela comeu o pão que o diabo amassou, mas seu pai era um comerciante próspero antes de morrer. Ou seja, ela até teve uma infância tranquila. Já Tiana teve de ralar desde cedo porque seu sonho não era uma vida glamourosa junto com um príncipe encantado. Ela trabalhava em dois empregos para juntar dinheiro suficiente para empreender com seu restaurante.

2 - Mais um trabalho incrível da dupla Ron Clements e John Musker

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John Musker (esq.) e Ron Clements.

Se você não sabe quem são Ron Clements e John Musker, eles são simplesmente a dupla que salvou a Disney da falência ao inaugurar uma nova era no estúdio com A Pequena Sereia (1989). Além desse, Clements e Musker assinam o roteiro e direção de outros 2 grandes sucessos: Aladdin (1992) e Moana (2016).

Verdade que eles nem sempre acertaram a mão. Hércules (1997) não pode ser considerado um fracasso, mesmo que não esteja entre as melhores animações da Disney. Eles erraram feio mesmo apenas com a O Planeta do Tesouro (2002).

3 - A maravilhosa trilha sonora de Randy Newman

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Randy Newman em sua apresentação na cerimônia do Oscar de 2020.

O excêntrico e doce som do compositor, cantor e pianista Randy Newman, em que ele mais fala que canta, casou perfeitamente com as animações da Pixar. Depois do sucesso absurdo com Toy Story (que traz o hit You’ve got a Friend in me), ele se transformou na voz do estúdio e virou figurinha fácil no Oscar.

Mas as raízes do jazz na formação de Newman, que nasceu em Nova Orleans, realmente afloraram em A Princesa e o Sapo. É verdade que não há nenhum grande hit, mas não há sequer uma canção medíocre. Todas são excelentes e trazem todos os aspectos diferentes dos sons locais, como o jazz tradicional, o ragtime e até a música cajun, o caipira local.

4 - A última animação da Disney feita totalmente à mão

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Dizem as más línguas que o processo tradicional de se animar manualmente foi encerrado na Disney por conta da fria recepção do público com A Princesa e o Sapo. Mas a verdade é que o digital já era uma realidade bem estabelecida em 2009. Toy Story, da então concorrente Pixar, é de 1995. A mudança foi uma questão simplesmente de orçamento.

Por mais que o digital permita muita coisa, a animação feita à mão é algo mágico. E essa magia pode ser vista em cada frame lindamente desenhado de A Princesa e o Sapo.   

5 - Uma ótima maneira de conhecer a rica gastronomia de Nova Orleans

400tmax via Getty Images

Diferentemente de qualquer outro lugar nos Estados Unidos, a gastronomia de Nova Orleans (e do estado da Louisiana como um todo) é uma atração à parte do local. Quem já visitou a cidade sabe o quão ricos e cheios de significados são pratos como o Gumbo (um cozido com carnes diversas), a Jambalaia (um tipo de pelha), lagostins no bafo e os irresistíveis Beignets, um bolinho de chuva mais parrudo polvilhado de açúcar de confeiteiro perfeito para tomar com café. De preferência no Café du Monde, no centro do Frech Quarter.