MULHERES
09/03/2020 10:48 -03 | Atualizado 09/03/2020 10:48 -03

8M pelo mundo: As manifestações do Dia Internacional da Mulher em imagens

Manifestantes pediram o fim da violência contra mulher e o direito ao aborto legal.

As marchas do 8M, Dia Internacional da Mulher, neste domingo (8), reuniram milhares de manifestantes ao redor do mundo. Nos cartazes, elas pediram o fim da violência contra a mulher e ampliação de direitos, como o aborto legal.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonarofoi alvo de críticas, assim como o governador João Doria (PSDB), em São Paulo, e Ibaneis Rocha (MDB), em Brasília. Já a vereadoraMarielle Franco(PSol), assassinada em 2018, foi homenageada.

Na capital paulista, a manifestação foi organizada por cerca de 50 grupos, incluindo coletivos como Evangélicas pela Igualdade de Gênero, Central Sindical Popular e contou com representantes de partidos como PSol, PSTU, PCO e PT.

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Presidente Jair Bolsonaro foi alvo de protestos no 8M.

As organizadoras estimavam atrair 60 mil pessoas, mesmo tamanho do público estimado no ano passado. Por volta das 15h30, policiais militares no local estimavam o público em 1.000 pessoas.

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Mulheres se reuniram na Avenida Paulistas para pedir o fim do machismo.

O fim da violência contra mulher e do feminicídio, foi uma das bandeiras levantadas. A bailarina Maria Gloria Poltronieri Borges, que teve o corpo encontrado em janeiro, em Mandaguari, no norte do Paraná, foi homenageada.

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Vítima de violência, como Maria Gloria Poltronieri Borges, foram lembradas em ato do 8M.

As manifestantes também lembrar números da violência contra mulheres. De acordo com o Atlas da Violência de 2019, 13 mulheres são vítimas de homicídios no Brasil todos os dias. Já a média de estupros diários é de 180, 13º segundo o 13º Anuário de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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De acordo com o Atlas da Violência de 2019, 13 mulheres são vítimas de homicídios no Brasil todos os dias.

Um novo protesto, marcado para 14 de março, irá pedir esclarecimentos sobre a morte de Marielle Franco, dois anos após o crime. Para o dia 18, está previsto um ato que pedirá melhorias na educação e nos serviços públicos.

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Vereadora Marielle Franco (PSol), morta há dois anos, foi homenageada no 8M.

No Chile, cerca de 2 milhões foram às ruas do centro de Santiago em uma manifestação contra o governo de Sebastián Piñera, quatro meses depois do início dos protestos no país. 

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No Chile, cerca de 2 milhões foram às ruas do centro de Santiago em uma manifestação contra o governo de Sebastián Piñera.

A marcha se concentrou na Praça Itália, centro da capital chilena e símbolo dos atos desde 2019. A música contra a opressão machista, “O estuprador é você”, foi entoada diversas vezes, inclusive em frente ao palácio de La Moneda, sede da Presidência.

Em mensagem para o Dia Internacional da Mulher, a alta comissária da ONU para os direitos humanos, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, defendeu o aumento da presença feminina na vida política. “Mudar os estereótipos de gênero exige maior presença das mulheres na vida pública e maior reconhecimento de suas contribuições. Mais mulheres na política é a base para conseguir sociedades melhores e democracias mais fortes”, afirmou na nota.

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A música contra a opressão machista, “O estuprador é você”, foi entoada diversas vezes, inclusive em frente ao palácio de La Moneda, sede da Presidência.

A mesma música também foi cantada no México, onde estima-se que dez mulheres sejam mortas todos os dias. As manifestantes escreveram o nome de 3 mil vítimas de feminicídio desde 2016 na frente do Palácio Nacional, sede do Executivo mexicano. 

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A música “O estuprador é você” também foi cantada no México, onde 10 mulheres são assassinadas todos os dias.
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Fim da violência contra a mulher foi uma das principais bandeiras do 8M no México.

O direito ao aborto seguro também foi uma das bandeiras nas marchas pela América Latina. Em Bogotá, na Colômbia, manifestantes pintaram o corpo com palavras de ordem.

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Na Colômbia, manifestantes pediram o direito ao aborto legal.

Em Montevideo, no Uruguai, os cartazes também pediam o fim do machismo.

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Em Montevideo, no Uruguai, os cartazes também pediam o fim do machismo.

A frase “nenhuma a menos”, comum entre as marchas na América Latina, também estava presente no ato em Madrid, na Espanha.

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A frase "Nenhuma a menos" estava presente no 8M em Madri.

Entres o cartazes espanhóis, um dizia “o patriarcado mata mais que o coronavírus”, em referência à epidemia.

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Entres o cartazes espanhóis, um dizia “o patriarcado mata mais que o coronavírus”, em referência à epidemia.

Outras cidades espanholas, como Santander, também organizaram protestos.

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Outras cidades espanholas, como Santander, também organizaram protestos.

Na França, o grupo Femen se reuniu na Place de la Concorde  para denunciar “a pandemia patriarcal”, também em referência ao coronavírus.

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Na França, o grupo Femen se reuniu na Place de la Concorde  para denunciar “a pandemia patriarcal”, também em referência ao coronavírus.

Os lenços com “nenhuma a menos” também foram vistos em Roma. Assim como em outros países da Europa, na Itália as manifestações foram menores devido ao coronavírus.

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Os lenços com “nenhuma a menos” também foram vistos em Roma. Assim como em outros países da Europa, na Itália as manifestações foram menores devido ao coronavírus.