NOTÍCIAS
07/10/2020 18:35 -03 | Atualizado 07/10/2020 18:54 -03

Brasil chega a marca de 5 milhões de casos de covid-19

Quanto ao número de mortes, o País contabiliza 148.228 e se aproxima da marca de 150 mil óbitos. De ontem para hoje, 734 foram notificadas.

O Brasil atingiu nesta quarta-feira (7) a marca de 5 milhões de casos de covid-19, de acordo com levantamento do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde).

Com registros compilados até 18h desta quarta, o País tem 5.000.694 diagnósticos positivos da doença. Em relação ao balanço de terça (6), foram contabilizados 31.553 casos a mais. 

Quanto ao número de mortes, o País contabiliza 148.228 e se aproxima da marca de 150 mil óbitos. De ontem para hoje, foram notificadas 734 mortes.

Em números absolutos, o estado de São Paulo ainda lidera o ranking de vítimas fatais. O estado tem até o momento 1.016.755 casos notificados e 36.669 óbitos confirmados.

Em seguida, está Bahia, com 319.981 casos diagnosticados. Logo depois está Minas Gerais (313.032), Ceará (256.764) e Pará (235.948).

Na comparação internacional, o Brasil se tornou o terceiro País do mundo, depois de Estados Unidos e Índia, a ultrapassar dos 5 milhões de casos do novo coronavírus. 

O País é o segundo país com mais mortes causadas pela covid-19, de acordo com o mapeamento do Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, atrás apenas dos Estados Unidos. 

Pilar Olivares / Reuters
Pessoas se aglomeram no Saara, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (7).

Quanto ao número de casos, está em terceiro lugar, atrás da Índia e dos norte-americanos. Há diferenças entre as taxas de testagem dos 3 países, o que evidencia a subnotificação.

No território norte-americano, foram registrados mais de 7,5 milhões de casos e a média de testes diários é de 139 por 100 mil habitantes, segundo a universidade. No Brasil, a média é 37 por 100 mil habitantes. Na Índia, são 6,7 milhões de diagnósticos, e a média é de 1 teste por 100 mil.

Ao considerar a população de cada nação, o Brasil ocupa a 7ª posição em relação aos óbitos de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). São 677,23 mortes por milhão de habitantes. No ranking de diagnósticos, está em 11º lugar, com 22.633,37 por milhão de habitantes.

O novo coronavírus já causou mais de um milhão de mortes no mundo. São cerca de 35,9 milhões de casos confirmados, de acordo com dados da Universidade de Hopkins, atualizados nesta quarta.

Média de mortes caiu no Brasil, mas cresceu em 5 estados 

Ricardo Moraes / Reuters
Mulher caminha utilizando máscara de proteção facial em frente a um grafite com desenhos do formato do coronavírus.

O total de novos casos e óbitos causados pelo novo coronavírus na semana encerrada em 26 de setembro caiu de modo geral no Brasil, mas os indicadores epidemiológicos pioraram em 5 estados. Roraima, Paraíba, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo registraram alta de mortes por covid-19. Os dados são do boletim epidemiológico mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde.

Na análise nacional, a média móvel de casos registrados por dia na última semana de setembro foi de 27.107, uma redução de 10,7% em relação à média da semana anterior (30.360). Em relação aos óbitos, a média móvel diária foi de 696, uma queda de 8,4% na comparação com a semana encerrada em 19 de setembro, quando foram registrados 760 óbitos por dia. 

O cenário geral volta a registrar certa melhora, apesar da incidência e da mortalidade da doença continuarem altas, após uma piora na semana anterior. ”Mesmo com a tendência de redução apresentada nesta semana, o número de óbitos ainda se mantém elevado”, alerta o documento.

Síndrome respiratória aguda grave

Em relação às Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), os maiores números de internação foram registrados em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. A maioria dos estados “encontra-se com incidências em níveis muito altos na comparação com mesmo período dos anos anteriores”, alerta o boletim.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, dos 755.165 casos de SRAG hospitalizados em 2020, 53,6% (404.782) foram confirmados para covid-19, 34% (259.669) por SRAG não especificada, 11% (83.016) estão com investigação em andamento e o restante foi causado por outros patógenos.

Já dos 198.074 óbitos por SRAG neste ano, 39, 69,9% (138.608) foram confirmados para covid-19, 28,3% (55.818) por SRAG não especificada, 1,3% (2.540) estão com investigação em andamento e o restante foi causado por outros agentes etiológicos. 

Quanto ao mês de ocorrência, a maioria ― 45.589 ― foi notificada em maio e, destes, 32.486 (71,2%) ocorreram em decorrência da covid-19. Seguido do mês de junho com 39.125 registros, 38.556 em julho, 31.300 em agosto e 17.531 em setembro, notificados até o dia 28 de setembro de 2020, de acordo com o boletim.

Sobre o perfil das vítimas da epidemia, 80.372 (58,0%) são do sexo masculino e a faixa etária mais acometida é de 70 a 79 anos, 35.519 (25,6%). A raça/cor parda é a mais frequente entre os óbitos por covid-19 (36,8%), seguida da branca (32,6%), preta (5,5%), amarela (1,1%) e indígena (0,4%).

Subnotificação da pandemia

Há um atraso entre o dia em que a morte ocorreu e o dia em que essa informação foi confirmada em laboratório que pode ser superior a um mês.

Como o HuffPost vem noticiando, a lentidão no processamento de testes laboratoriais, que detectam tanto a causa da morte quanto se a pessoa foi contaminada, leva a um atraso nos dados oficiais.

Há uma subnotificação de casos confirmados ainda maior devido à limitação de testes de diagnóstico. Na prática, o exame tem sido direcionado apenas aos casos graves. A baixa testagem é um dos entraves apontados por sanitaristas para a flexibilização do isolamento social. 

No final de junho, o ministério anunciou que a notificação de casos do novo coronavírus poderia ser feita pelo médico apenas por critérios clínicos, sem esperar o resultado laboratorial. Na prática, a mudança pode ser um incentivo a menos para aplicação de testes RT-PCR (moleculares), forma mais precisa de diagnóstico.

De 05 de março até 28 de setembro de 2020, foram distribuídas 7.202.012 reações de RT-PCR (testes moleculares), segundo boletim do Ministério da Saúde. Os estados que receberam o maior número de insumos foram Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Segundo o Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), de 01 de fevereiro a 28 de setembro de 2020 foram solicitados 4.880.011 exames.

A proporção de resultados positivos é de 31,65%. A OMS recomenda que essa taxa esteja em torno de 5%, para que a epidemia seja considerada controlada.

De acordo com painel da pasta, 8.018.080 testes rápidos sorológicos foram entregues. Os testes moleculares informam se a pessoa está infectada naquele momento. Os sorológicos, se há anticorpos no organismo.

Eleições nos EUA
As últimas pesquisas, notícias e análises sobre a disputa presidencial em 2020, pela equipe do HuffPost