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23/03/2020 17:52 -03

Brasil tem 34 mortes e 1.891 casos de infectados por coronavírus

Há diagnósticos da covid-19 em todas as unidades da Federação, e Ministério da Saúde considera que há transmissão comunitária em todo o País.

Ueslei Marcelino / Reuters
Idosas são vacinadas contra a gripe nesta segunda-feira (23) para ajudar no diagnóstico de coronavírus.

Subiu para 1.891 o número de casos confirmados com o novo coronavírus no Brasil, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (23). Já o número de mortes é de 34, sendo 30 no estado de São Paulo e 4 no Rio de Janeiro.

Houve um crescimento de 22,3% no número de infectados. Balanço deste domingo (22) indicava 1.546 confirmados e 25 mortos.

Há registros da covid-19 em todas as unidades da Federação, mas variações no nível de transmissão em cada região. A região norte, por exemplo, tem 3,1% do total de casos do Brasil. Na outra ponta, a região Sudeste representa o maior percentual, de 60%.

Mesmo com a alta capacidade de disseminação do novo coronavírus, em cerca de 80% dos casos de contaminação, os sintomas aparecem de forma leve. Menos de 5% dos casos evoluem para um quadro grave. A principal preocupação é com idosos e pessoas com doenças crônicas. Em infectados com menos de 50 anos, a taxa de mortalidade é de menos de 1%.

Na última sexta-feira (20), o Ministério da Saúde reconheceu a transmissão comunitária da covid-19 em todo o país. “A declaração é um comando do Ministério da Saúde para que todos os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações, conhecidas como medidas não farmacológicas, ou seja, que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas”, segundo a assessoria de imprensa da pasta.

Também na sexta, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória que regulamenta os serviços essenciais que não devem ser interrompidos durante o período de combate à doença, como assistência à saúde, atividades de segurança, transporte e telecomunicações. 

A MP 926/2019, contudo, pode ser devolvida ao Executivo pelo Congresso, a pedido da oposição e de parlamentares do centrão. O texto proíbe o fechamento de portos e aeroportos sem recomendação técnica da Anvisa. A iniciativa sobrepõe ações de governadores sobre limitação de transportes e tem sido vista como uma forma de Bolsonaro evitar ações estaduais que tirariam dele o protagonismo sobre as ações de combate à pandemia.