Tamo Junto

Tamo Junto: Guia de sobrevivência para os 20 e poucos

Como se equilibrar vivendo as frustrações do cotidiano sob a ditadura da felicidade 24/7 que domina as redes e transforma o mundo real em locação para uma vida perfeita — que não existe?
Angústias e inquietações dos 20 e poucos são objeto da nova plataforma de HuffPost.
Angústias e inquietações dos 20 e poucos são objeto da nova plataforma de HuffPost.

Tenho 35 anos.

Dizem que os 30 são os novos 20, mas isso cheira a prêmio de consolação.

Os 20 são o auge da juventude. Da beleza. Do potencial. De tudo que pode ser no porvir.

Dos sonhos. Tanto mundo para conquistar. Tanta vida para desbravar.

Com a passagem do tempo, nós, os balzacos, temos que buscar outras distrações.

Criar filhos (ou pets), trabalhar (a carga só aumenta conforme o tempo), financiar casa própria, pagar boletos robustos do tamanho de nossas vontades ou necessidades (possivelmente parcelá-los), cuidar dos pais agora idosos.

Os 30 definitivamente são mais atarefados, estressados, exaustos que os 20. E mais flácidos. E com algumas dores nas costas, também.

Então, sim, acredite: os 30 não são os novos 20.

E, como integrante da turma mais velha dos millennials (da 1ª metade da década de 1980) que quer posar de bem resolvido, eu admito que invejo a energia plena dos mais jovens.

Mas, se olho para trás, recordo de minhas inseguranças e angústias dos 20.

Quando atravessamos essa fase da vida, muitas vezes somos míopes. Não temos dimensão da tal juventude. Da tal beleza. Do tal potencial.

E brecamos nosso desenvolvimento por falta de autoconfiança. Ou de vivência mesmo. Achamos que aquela frustração é maior que tudo até então experimentado. A ansiedade nos engole. As sensações de crescer são mesmo hiperbólicas.

Não é que aos 30 desapareçam as dores (inclusive, ai, meu joelho). Mas a natureza das questões vai mudando à medida que a vida passa.

Por isso, se por um lado invejo o viço dos novinhos e novinhas de 20 e poucos, por outro, compadeço-me dos dilemas dos mais inexperientes.

E hoje, pelo visto, o drama é maior. Tem Instagram, positividade tóxica, cultura dos biscoiteiros, influenciadores competindo por sua atenção. Muita informação, dezenas de grupos no WhatsApp, centenas de selfies e memes, milhares de séries da Netflix, milhões de posts.

Neste turbilhão de estímulos — textuais, imagéticos, audiovisuais —, os jovens ficam cada vez mais perdidos. Não à toa, os diagnósticos de depressão e transtorno de ansiedade entre universitários brasileiros só crescem.

“Como se equilibrar vivendo as frustrações do cotidiano sob a ditadura da felicidade 24/7 que domina as redes e transforma o mundo real em locação para uma vida perfeita — que não existe?”

Foi a partir da observação de nosso próprio público que decidi criar no HuffPost uma plataforma de conteúdo confiável para os leitores da Geração Z e os millennials mais novos, para ajudá-los em seus primeiros anos de vida adulta.

Seja bem-vindo. Este é o texto de abertura de Tamo Junto - Guia de sobrevivência para os 20 e poucos.

Aqui vamos tentar organizar essa bagunça de sentimentos, pensamentos e anseios que você está vivenciando neste momento — ou em tantos outros.

São 5 verticais para orientar você, de temas subjetivos a pragmáticos, de caráter reflexivo a aspiracional:

- Travessia (autocuidado, carreira, empreendedorismo, finanças)

E, bem, como eu já passei dessa fase, ficarei recolhido no meu lugar de escuta (mais valioso que o de fala — os 30 ensinam...).

O Tamo Junto é uma co-criação minha e da editora Ana Beatriz Rosa, a responsável pelo canal.

É a Bia que vai comandar toda a cobertura dedicada aos jovens.

Aos 25 anos, não lhe faltam energia, sonhos, juventude.

E por isso ela é a pessoa da minha equipe mais indicada para endereçar todas as inquietações de sua geração.

Agora, claro, precisando de um conselho, o tio estará aqui para compartilhar um pouco de seus caminhos e descaminhos... 😎😘

Excelente jornada!