ENTRETENIMENTO
26/11/2019 15:08 -03 | Atualizado 26/11/2019 18:36 -03

'1917': Crítica internacional coloca filme de guerra entre um dos favoritos ao Oscar 2020

Trama eletrizante se passa em apenas um dia durante a Primeira Guerra Mundial, em que dois soldados precisam salvar um batalhão.

A corrida pelo Oscar 2020, que já está estava bem acirrada, ganhou mais um concorrente de peso nesta semana. Pelo menos é assim que boa parte da crítica internacional está vendo 1917, filme dirigido pelo inglês Sam Mendes (Beleza Americana007 - Operação Skyfall) que se passa na Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918).

O drama de guerra estrelado por Dean-Charles Chapman (o Tommen Baratheon de Game of Thrones) e George MacKay (Capitão Fantástico), que estreia no Brasil no dia 23 de janeiro de 2020, conta a história de dois soldados, Schofield (MacKay) e Blake (Madden), que, durante a Primeira Guerra Mundial, recebem uma missão aparentemente impossível.

Eles têm apenas um dia para cruzar o território inimigo e impedir que um batalhão inglês caia em uma armadilha dos alemães. Entre aqueles soldados está o irmão mais velho de Blake, interpretado por Richard Madden (o Robb Stark de Game of Thrones).

“Por mais espantoso que seu filme possa ser, às vezes, é a atenção de Mendes aos personagens, mais do que a técnica, que faz de 1917 uma das realizações cinematográficas mais impressionantes de 2019”, escreveu Peter Debruge para a Variety.

Outro crítico que deu nota máxima ao filme de Mendes foi Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian: “1917 é o filme mais ambicioso e apaixonado de Mendes desde o incompreendido e subestimado Soldado Anônimo, de 2005. É um filme ousado e emocionante.”″

Já a crítica Leah Greenblatt, da revista Entertainment Weekly, preferiu ressaltar as atuações de Chapman e MacKay: “O filme pertence a Chapman e, mais do que ninguém, a MacKay, um ator londrino de 27 anos com ossos compridos e olhos tristes de um santo de porcelana ou de um irmão Caulkin perdido. O cabo Schofield de MacKay é muito mais que apenas a personificação de um soldado genérico; ele é a esperança e o medo personificados, e você não vai conseguir desviar o olhar dele mesmo que queira.”

Outro aspecto do filme exaltado pela crítica é a fotografia do veterano Roger Deakins, que tem em seu currículo diversos títulos inesquecíveis, como 1984 (1984), Um Sonho de Liberdade (1994), Fargo (1996), A Vila (2004), Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), Sicario: Terra de Ninguém (2015), entre muitos outros. Ele ganhou o Oscar de Melhor Fotografia com Blade Runner 2049 (2017).

1917 foi filmado como se fosse em apenas um take, dando à narrativa uma carga emocional de uma montanha-russa. O efeito, segundo os críticos que já viram a produção, dá ao filme um ritmo único e inédito a filmes de guerra.

“Havia uma pressão muito grande nesse projeto. Nós só rezávamos para que nada desse errado, mas, é claro, nem tudo dava certo. Mas nós estávamos muito preparados. Ensaiamos por 6 meses e eu e George [MacKay] tivemos treinamento militar, porque o estilo em que o filme é contado demandava muito esforço físico de nossa parte”, contou Chapman à Entertainment Weekly.