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25/09/2020 18:12 -03

Brasil ultrapassa 140 mil mortos por covid-19; foram 729 registros nas últimas 24 horas

País interrompeu a sequência de redução nas novas mortes semanais.

O total de vítimas fatais do novo coronavírus no Brasil chegou a 140.537 nesta sexta-feira (25), de acordo com dados do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), com registros compilados até 18h. Foram 729 óbitos contabilizados nas últimas 24 horas. O número de casos acumulados é de 4.689.613, com 31.911 a mais em relação ao dia anterior.

O País interrompeu a sequência de redução nas novas mortes semanais. Na semana encerrada em 19 de setembro foram contabilizados 5.322 novas vítimas, acima dos 5.007 da semana anterior, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta semana. Os números representam uma interrupção de uma sequência de 3 quedas consecutivas na comparação entre semanas. 

Movimento semelhante ocorreu com os diagnósticos. O total de novos casos por semana foi 212.553, acima dos 192.687 registrados na semana anterior e revertendo a queda.

O boletim aponta diferenças na transmissão do vírus nas 5 regiões do País. No Norte, as mortes aumentaram 40% e os casos, 4%. No Sul, os óbitos subiram 6% e os diagnósticos, 12%. No Sudeste, foi registrado aumento de 8% nos casos e de 10% nos óbitos. No Nordeste, houve crescimento de 11% nos diagnósticos e queda de 5% nas mortes. No Centro-Oeste, a alta foi de 16% nos casos e foi registrado recuo de 2% nos óbitos.

A interiorização da epidemia persiste. O total de municípios que notificaram casos do novo coronavírus é de 5.549 (99,6%). Desse montante, 4.421 (79%) registraram óbitos causados pelo patógeno.

NurPhoto via Getty Images
Brasil interrompeu sequência de 3 quedas nas novas mortes semanais de covid-19 e já acumula mais de 140 mil óbitos pela doença.

Ranking mundial

Na comparação internacional, o Brasil é o segundo país com mais mortes causadas pela covid-19, de acordo com o mapeamento do Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, atrás apenas dos Estados Unidos.

Quanto ao número de casos, está em terceiro lugar, atrás da Índia e dos norte-americanos. Há diferenças entre as taxas de testagem dos 3 países, o que evidencia a subnotificação.

No território norte-americano, foram registrados mais de 6,9 milhões de casos e a média de testes diários é de 139 por 100 mil habitantes, segundo a universidade. No Brasil, a média é 37 por 100 mil habitantes. Na Índia, são 5,8 milhões de diagnósticos e a média é de 1 por 100 mil.

Ao considerar a população de cada nação, o Brasil ocupa a 7ª posição quanto aos óbitos de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). São 653,83 mortes por milhão de habitantes. No ranking de diagnósticos, está em 12º lugar, com 21.758,08 por milhão de habitantes.

O novo coronavírus já causou mais de 984 mil mortes no mundo. São cerca de 32,3 milhões de casos confirmados, de acordo com dados da Universidade de Hopkins, atualizados nesta sexta.

Quem morre por covid-19 no Brasil?

Quanto aos dados de SRAG (síndrome respiratória aguda grave), em 2020 foram notificadas 730.425 hospitalizações, sendo 388.901 (53,2%) identificadas como covid-19, 249.556 (28,3%) causadas por agente não especificado, 84.474 (11,6%) em investigação e o restante provocada por outros agentes patológicos.

Quanto aos óbitos por SRAG, são 191.495 contabilizados no ano, sendo 133.902 (69,9%) por covid-19, 54.101 (28,3%) causados por agente não especificado, 2.433 (1,3%) em investigação e o restante provocada por outros agentes patológicos.

O perfil das vítimas de covid-19 é 73,3% acima de 60 anos, 58% do sexo masculino e 63,9% com menos um fator de risco, como cardiopatia ou diabetes.

Quanto à raça/cor, 36,8% das mortes foram de pessoas identificadas como pardas, seguidas por brancas (32,2%), pretas (5,5%), amarelas (1,1%) e indígenas (0,4%). Segundo o boletim, 24% dos registros não tinham essa informação.

Subnotificação da pandemia

Há um atraso entre o dia em que a morte ocorreu e o dia em que essa informação foi confirmada em laboratório que pode ser superior a um mês. Como o HuffPost vem noticiando, a lentidão no processamento de testes laboratoriais, que detectam tanto a causa da morte quanto se a pessoa foi contaminada, leva a um atraso nos dados oficiais.

Há uma subnotificação de casos confirmados ainda maior devido à limitação de testes de diagnóstico. Na prática, o exame tem sido direcionado apenas aos casos graves. A baixa testagem é um dos entraves apontados por sanitaristas para a flexibilização do isolamento social. 

No final de junho, o ministério anunciou que a notificação de casos do novo coronavírus poderia ser feita pelo médico apenas por critérios clínicos, sem esperar o resultado laboratorial. Na prática, a mudança pode ser um incentivo a menos para aplicação de testes RT-PCR (moleculares), forma mais precisa de diagnóstico.

De acordo com painel Ministério da Saúde, foram distribuídos 7.006.316 testes RT-PCR. Após essa etapa, também há entraves até o resultado do exame. Segundo o boletim da pasta, 6.421.441 exames moleculares haviam sido processados até 19 de setembro. A taxa de positividade era de 31,9% nos laboratórios públicos e de 42,7% nos particulares. A OMS recomenda que essa taxa esteja em torno de 5%.

De acordo com painel da pasta, 8.004.800 testes rápidos sorológicos foram entregues. Segundo o boletim, 8.312.203 testes sorológicos (rápidos e laboratoriais) foram feitos. Os testes moleculares informam se a pessoa está infectada naquele momento. Os sorológicos, se há anticorpos no organismo.

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