OPINIÃO
14/02/2015 17:08 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Todo mundo é aluno, e todo mundo é professor

De uns tempos pra cá, certa percepção e senso crítico vieram crescendo dentro de mim. Creio que, felizmente, a área em que me tornei mais observador foi a nossa bendita educação. Sistema educacional, professores, alunos e tudo o que engloba esse universo.

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Por Lucas França, 17, do Méier, Rio de Janeiro

De uns tempos pra cá, certa percepção e senso crítico vieram crescendo dentro de mim. Creio que, felizmente, a área em que me tornei mais observador foi a nossa bendita educação. Sistema educacional, professores, alunos e tudo o que engloba esse universo.

Comecei a observar que a relação entre aluno e professor tem um aspecto muito importante que precisa ser explorado com mais frequência: na sala de aula, todos são humanos e têm uma história de vida, ou seja, a arte do ensino não é apenas exclusividade do professor.

No quesito formal, o professor até leva vantagem, mas "aprendizado" não se resume a "2+2" ou a quais foram as capitanias hereditárias. Não. Todos ali podem ensinar e aprender, independentemente da posição hierárquica. Aliás, hierarquia que nada. É todo mundo igual e é isso aí.

Certa vez, numa aula de filosofia, nosso assunto era "o que é incontrolável?". Até aí, tema e aula eram comuns. No entanto, com muito brilhantismo, a professora foi além. Muito além.

Juntando o seu conhecimento do assunto com a vivência de cada um dentro da sala de aula, em vez de nos passar exemplos por slides ou nomes de filósofos antigos, nos propôs o seguinte: todos diriam o que, na sua opinião, era incontrolável -e da maneira que quisessem. Música, poema, foto, vídeo, rima, carta, valia tudo. A partir dos resultados, ela daria uma aula sobre o assunto.

Isso, senhores, é saber relacionar mestres e estudantes. Num lugar onde todo mundo é aluno e todo mundo é professor.