OPINIÃO
25/03/2015 15:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Meu primeiro contato com Anne Frank

Foi no começo de 2011 que resolvi comprar um exemplar do livro "O Diário de Anne Frank". Eu estava no início do segundo ano da faculdade de jornalismo e, como de costume, não ficava muito tempo sem ler. Sempre emendei uma leitura na outra, mas dessa vez foi diferente.

www.spunk.nl/article/article.php?id=1169114223981From what I can gather, the idea here is to portray Anne Frank as a Palestinian girl. The article mentions Banksy a lot, but I seriously doubt this is a Banksy piece (given the "t." signature). The style is certainly similar, though." data-caption="Anne Frank is still stylish after all these years.For those of you who can read Dutch, here's more info. www.spunk.nl/article/article.php?id=1169114223981From what I can gather, the idea here is to portray Anne Frank as a Palestinian girl. The article mentions Banksy a lot, but I seriously doubt this is a Banksy piece (given the "t." signature). The style is certainly similar, though." data-credit="QXZ/Flickr">

Por Jessica Souza, 23, moradora do Jardim City, Guarulhos

Foi no começo de 2011 que resolvi comprar um exemplar do livro "O Diário de Anne Frank". Eu estava no início do segundo ano da faculdade de jornalismo e, como de costume, não ficava muito tempo sem ler. Sempre emendei uma leitura na outra, mas dessa vez foi diferente.

Não só com o livro, eu diria, mas com o assunto que é tratado nele. Ler sobre a perseguição que os judeus sofreram durante a Segunda Guerra Mundial é interessante por si só, mas ter a oportunidade de conhecer detalhes sobre o tema pelos olhos e sentimentos de uma menina de 13 anos é bem mais do que entender sobre o assunto, é sentir.

Por ser alemã e judia, Anne viveu por dois anos com sua família no anexo secreto do edifício Prinsengracht onde o pai de Anne, Otto Frank, tinha negócios em Amsterdã. Em um diário, ela descreveu os medos, sentimentos, intimidades, pequenas alegrias e tudo o que eles fizeram para tentar sobreviver ao Holocausto. Além disso, Anne também descrevia o seu dia a dia, como impressões de quem dividia o espaço com ela, características de sua família, curiosidades sobre artistas que admirava, entre outros.

É viável dizer que Anne tinha o seu diário como melhor amigo. Em 346 páginas, é possível conhecer e se aproximar da família de Anne. A menina o ganhou de presente de aniversário de 13 anos, nele retratou as suas histórias de 15 de junho de 1942 até 1º de agosto de 1944, quando foi transferida junto com sua irmã Margot para o campo de concentração de Bergen-Belsen, em Auschwitz.

Foi em 1945, aos 15 anos, que Anne morreu. Mas, por causa do diário, publicado pela primeira vez em 1947, lido em todo o mundo e com 67 traduções, sua história permanece viva. Viva como ela e todos os judeus daquela época deveriam estar.

Tirar o direito de viver de uma pessoa é tão triste que escrever sobre isso é difícil. "O Diário de Anne Frank" é um livro que tem que ser lido não só para conhecer o assunto, mas sim para sentir, se emocionar e, principalmente, aprender que não somos e nunca seremos melhores do que ninguém.

Hoje em dia estamos vivendo num mundo repleto de intolerância com pessoas que possuem opiniões diferentes, tanto na vida real quanto virtual. Lendo Anne Frank é possível notar que naquela época o fato de não ser tolerante com os outros já levava a consequências terríveis. Por que será que esses movimentos intolerantes estão voltando hoje? Como, por exemplo, os movimentos neonazistas na Europa e o Estado Islâmico...

O que foi o Holocausto?

O Holocausto foi a prática de perseguição e extermínio, principalmente de judeus, mas também de outras minorias étnicas, religiosas e sexuais, imposta pelo governo nazista de Adolf Hitler (1934-1945) na Alemanha. No início da Segunda Guerra, foram criados campos de concentração onde os judeus eram forçados a trabalhar e "viver". Estima-se que 6 milhões de judeus tenham sido mortos no Holocausto.

Para conhecer mais sobre sua história:

- Os Colegas de Anne Frank - o Reencontro Dos Sobreviventes do Liceu Judaico. Autor: Theo Coster.

- O Anexo - a Incrível História do Garoto Que Amava Anne Frank. Autor: Sharon Dogar.

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