OPINIÃO
10/03/2014 12:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:12 -02

Mulher negra é a que ganha menos

A desvantagem enfrentada pelas mulheres e que se traduz em salários até 60% inferiores aos dos homens não é a mesma para todas: as mulheres negras continuam ocupando a base da pirâmide social.

A desvantagem enfrentada pelas mulheres e que se traduz em salários até 60% inferiores aos dos homens, bem como as dificuldades na maior parte das vezes instransponíveis para a ocupação de postos de mando e comando nas empresas, não é a mesma para todas: as mulheres negras continuam ocupando a base da pirâmide social, ganhando menos em qualquer função e tendo dificuldades de acesso na hierarquia das empresas ainda maiores do que as mulheres brancas.

É o que demonstra o boletim de fevereiro do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Estatísticas e Sociais das Relações Raciais do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LAESER).

A publicação - mensal - aborda as desigualdades de cor ou raça e gênero no mercado de trabalho metropolitano brasileiro e é coordenada pelo economista Marcelo Paixão.

Confira todos os dados do Boletim do LAESER

As diferenças de salário nas seis maiores regiões metropolitanas do país variam de R$ 899,66 no emprego doméstico com carteira para mulheres negras contra R$ 955,36 para mulheres brancas, a R$ 3.269,48 obtidos por negras contra R$ 4.819,83 quando na situação de empregadoras.

As diferenças também se repetem nas situações de emprego doméstico, com carteira e sem carteira, emprego no setor privado, no setor público, militar ou funcionário público, trabalhador por conta própria e empregador.