OPINIÃO
16/03/2016 12:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Com o País dividido, MasterChef Brasil é o programa que une todo mundo

Para nossa alegria, começou mais uma temporada de MasterChef Brasil nesta terça-feira (15). Pelo menos no Twitter, ficou claro que é isso que faltava para unir novamente todas as tribos de um país dividido politicamente. Por pelo menos duas horas, a timeline foi só alegria, com ótimos memes, belas tiradas, muito trocadilho infame e aquela sensação de que estamos relaxando um pouco em meio a uma rotina pesada.

Reprodução/Band

Para nossa alegria, começou mais uma temporada de MasterChef Brasil nesta terça-feira (15). Pelo menos no Twitter, ficou claro que é isso que faltava para unir novamente todas as tribos de um país dividido politicamente. Por pelo menos duas horas, a timeline foi só alegria, com ótimos memes, belas tiradas, muito trocadilho infame e aquela sensação de que estamos relaxando um pouco em meio a uma rotina pesada.

A estreia dá sinais de que teremos uma ótima temporada, com o Twitter trabalhando ininterruptamente para nos fazer rir, bons participantes e ótima presença dos jurados Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin. É isso que fez o sucesso do programa nas primeiras temporadas e, se continuar assim, será o que vai nos manter na frente da TV nas terças à noite.

Os personagens apresentados parecem ser carismáticos, interessantes e diversos: teve modelo que mora em Nova York, advogada, dona de casa, jornalista, produtora de TV, taróloga, uma vovó de 74 anos maravilhosamente alegre, entre outros.

O mais curioso apareceu em dois personagens. O policial carioca Rodrigo, de 34 anos, que declarou muito amor pelo Brasil, colocando uma bandeira nacional ao lado de seu prato e Gleice, de 19 anos, negra, moradora da Zona Sul de São Paulo, que teve o irmão assassinado na porta de casa sem mais nem menos uma semana antes. Talvez até por um policial paulista. Muita coincidência esses caras no ar no mesmo programa? Acho que não. Sem julgar ninguém, vamos acompanhá-los.

Quem conseguiu ficar acordado até o final (por volta de 0h50) ainda pode se emocionar com a Paola Carosella chorando ao ganhar uma bandeira brasileira da professora de dança do ventre Vanessa.

Aparentemente, o jogo está ganho e só depende da Band manter o entretenimento em alta. O que pode acontecer é perdermos o interesse pela competição pois serão 25 semanas de MasterChef Brasil. Seguindo este cronograma, a final será daqui a seis meses, em 30 de agosto.

Estamos em 2016 e as pessoas não têm mais paciência para acompanhar uma trama longa por muito tempo. Qualquer deslize ou sequência de episódios arrastados pode espantar o público. Cada semana terá de ter um roteiro com uma narrativa muito bem construída. O programa tem potencial para isso. Vamos acompanhar com um olho na TV e outro no Twitter.

Para finalizar, duas dicas. 1. Siga o ótimo @RealitySocial no Twitter para acompanhar os prints do programa e fazer suas próprias piadinhas. 2. Não perca tempo com MasterChef - A Prévia, que antecede o episódio da semana com pelo menos 20 minutos de encheção de linguiça inútil.

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