OPINIÃO
04/04/2014 15:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Tomate x Batata: Quem vai ganhar a briga pelo seu dinheiro?

Reprodução

O preço dos alimentos continua como vilão para o consumidor brasileiro, principalmente do paulistano. E nem o tomate, que já foi alvo de chacota no ano passado por ter aumentado de preço acima da inflação, se livrou.

No mês de março, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo, apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os alimentos tiveram alta de 2%, pressionando o orçamento doméstico. O tomate, por exemplo, teve uma elevação de preço de 52,3%, seguido pela batata, com subida de 43%.

O grupo de alimentação puxa a inflação na capital, que no geral teve aumento de 0,74% em março. Os preços de transporte e vestuário também subiram, de acordo com o índice. Na prática, comida, transporte e roupas ficaram mais caros em março. E a tendência parece ser de continuidade.

Quem sofre mais com a inflação é o público de menor renda, já que os salários não sobem na mesma proporção que a elevação inflacionária. Ou seja, as despesas passam a ocupar mais espaço no orçamento. Situação difícil de contornar. Mas vale sempre lembrar da recomendação da poupança: guardar uma parte da renda para situações emergenciais.