OPINIÃO
02/09/2014 19:40 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Trocas pelo mundo afora

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Sair do país, conhecer novas realidades que possam contribuir para melhorar a nossa, pode ser uma excelente oportunidade quando acompanhada dos cuidados necessários, entre eles, um equilíbrio crítico sobre o nosso momento, nossas potencialidades criativas, nosso modo de enxergar a nós mesmos e o mundo a nossa volta. Por outro lado, entender também nossas carências, nossas assimetrias de ordem socioeconômicas/culturais, entre outras, e dessa forma buscar modos e jeitos de fazer que estas experiências tenham a ver conosco efetivamente e trocá-las com outras, de fora, que muitas vezes podem nos ouvir, aplicar nossos modelos e vice-versa.

Os festivais de Edimburgo, na Escócia, são um primeiro exemplo de extraordinária força cultural e econômica. A população da cidade, vetusta e sólida, dobra de tamanho no mês de agosto, todo ano, participando de milhares de manifestações em todas as linguagens especialmente nas cênicas. Tive a oportunidade de participar do Summit da Cultura, organizado durante os festivais, com a participação de ministros e representantes de diversos países de todo o mundo. Lá, tive um bom espaço para expor nosso modelo de gestão no Sesc de São Paulo que junta a parceria público e privada que inventou estas instituições "S" no nosso país para cumprir objetivos socioculturais para a promoção humana e que fundamenta uma ampla ação nos mais diversos campos, centrada na cultura e na educação permanente. Trata-se de uma proposta que entusiasma e encanta interlocutores de todo o mundo, por sua abrangência e alcance. Afinal, uma plataforma proveniente de uma parceria público/privada, fundamentada na responsabilidade social das empresas e com uma administração privada atendendo interesse público e com controle do Estado se constitui efetivamente no sonho de qualquer país que baseie o seu desenvolvimento não apenas no crescimento econômico, mas também nos indispensáveis aspectos socioculturais e ambientais.

Tive também a oportunidade de ir a Viena para acompanhar o trabalho de formação na área de dança para um grupo de jovens dançarinos brasileiros e de outros países, orientados e dirigidos pelo bailarino e coreógrafo Ismael Ivo, com o suporte partilhado do Sesc de SP, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e do "Festival ImPuls Tanz de Viena". A "Biblioteca do Corpo", nome do projeto, com o espetáculo Erêndira, baseada na historia de Gabriel Garcia Marques. Belíssimo, arrojado, forte na dramaticidade e na denúncia. Posteriormente foi apresentado também no Sesc Pinheiros.

Finalmente estive na Polônia para visitar o Instituto Adam Mickiewicz, órgão da cooperação cultural internacional do governo da Polônia e que prepara uma mostra da arte de Tadeuz Kantor a ser realizada no Sesc proximamente. País pulsante, com uma historia cheia de momentos épicos, registrados nas cicatrizes vibrantes do seu desenho urbano e nas suas instituições culturais. Nos três momentos deste rápido circuito, ações efetivas de trocas e intercâmbios e a perspectiva permanente de tirar o maior retorno possível para nossas ideias e ações.

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