OPINIÃO
10/06/2014 09:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Copa, igualdade e desigualdade

O mundo inteiro está chegando. Diversidade total. Qual a magia deste fato mobilizador que estabelece um outro patamar nas relações entre estes povos tão díspares?

Caio Vilela/Divulgação

Estamos no limiar de mais uma Copa do Mundo de futebol. Mobilização em todo mundo e desta vez voltada para nosso país. Dentro de casa, questões ligadas à infraestrutura básica como transportes e aeroportos, os serviços foram considerados, planejados e previstos mas nem sempre realizados na completude desejada, sem falar da enorme quantidade de estádios construídos ou refeitos no padrāo exigido para o evento. Enfim, depois de grande esforço, bem ou mal, com denúncias ou não, mostrando incompetências variadas, ou não, o país passa a viver o clima da copa e mais que isto, passa a experimentar o efeito da presença das 32 seleções em nosso território.

O mundo inteiro está chegando. Diversidade total. Modos de vida variados. Culturas, hábitos, religiões de características diferentes e até antagônicas. Uma grande pergunta nos intriga nesta circunstância. Qual a magia deste fato mobilizador que estabelece um outro patamar nas relações entre estes povos tão díspares? Convivência, até respeitosa. Admiração e valorização do talento e da disciplina. Superação das dificuldades e às vezes da dor.

Este universo apartado do esporte em geral e do futebol em particular cria uma atmosfera especial que milagrosamente aproxima as pessoas e as sociedades muito mais do que as afasta. Em primeiro lugar porque estabelece dentro de regramento absolutamente igualitário as condições do jogo. Pode ser uma equipe de país rico e poderoso contra uma nação pobre e sem peso político que as leis dentro da quatro linhas serão sempre as mesmas.

Além disso, todos têm acesso ao código básico desde muito cedo, sem falar da facilidade da prática e da assimilação, às vezes precoce, dos modos de fazer. A característica igualitária estabelece de certo modo condições de oportunidade ampla o que torna este universo um espaço mais do que outros, aberto para todos. Assim, a Copa do Mundo no Brasil traz uma reflexão bastante oportuna.

Enfrentamos nossas questões de superação das desigualdades sob os olhares do mundo inteiro, mas a grande lição virá, independente do resultado final, se conseguirmos uma nação mais justa e igualitária, dentro e fora das quatro linhas. Mas não custa relembrar: PRA FRENTE BRASIIIIL.

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