OPINIÃO
10/10/2014 09:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

O casamento de George Clooney e a teoria de que o amor dura apenas dois anos

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No último dia 27 de setembro, o galã George Clooney, se casou e eu não fui a única a estar surpresa. George Clooney - a síntese da tese de que o amor dura exatamente dois anos e, portanto, suas namoradas anteriores poderiam calcular a data de validade da relação, deu um passo um pouco contraditório segundo suas próprias teorias.

Se alguém que tem sido fiel aos seus princípios, de repente muda de ideia, então você pára e se pergunta: de onde veio essa mudança? Será que George ainda não tinha encontrado seu verdadeiro amor? Será que ele confundia amor com paixão?

O escritor e filósofo Richard David Precht diz que a paixão é apenas um breve período que aparece nos estágios iniciais de um relacionamento, acionados por hormônios em nosso corpo. Dura geralmente de 2 a 3 anos e depois não volta, pelo menos não com o mesmo parceiro. Logo, num mesmo relacionamento, estar apaixonado não é uma condição permanente.

A questão é: por que damos tanto valor a isso? Por que queremos estar visceralmente apaixonados full time? Estar apaixonado (em teoria), é inversamente proporcional a ter um longo relacionamento. Não é melhor ter uma boa companhia, que te faça feliz, divida o dia a dia e esteja presente tanto nos bons quanto nos maus momentos?

George Clooney parece ter chegado à essa conclusão de que o amor não tem data de validade e que há algo mais do que a sensação de estar apaixonado. Não importa o raciocínio que está por trás de sua mudança, a coisa mais importante é, como sempre, que todos encontrem a felicidade da sua própria maneira.

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