OPINIÃO
08/01/2015 19:28 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

'O mundo precisa de esperança'

AP Photo

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PAZs.f.

"(...) sossego, tranquilidade; harmonia; ausência de guerra".

GUERRAs.f.

"(...) inimizade; oposição; luta".

Quando acordei na manhã desta quarta-feira não pude imaginar que o dia nublado e cinzento que tomava conta da minha cidade já estava prevendo o dia de luto que se tornaria ao redor de todo o mundo. E foi logo rapidamente que recebi a notícia. A sede do jornal "Charlie Hebdo" havia sofrido um atentado terrorista. Não pela primeira, mas pela segunda vez. E o resultado da barbárie foi chocante: 12 mortos, entre eles o editor-chefe, Charbonnier, e os desenhistas Cabu, Wolinski e Tignous - responsáveis por influenciar toda uma geração de grandes cartunistas brasileiros, como Ziraldo e Laerte Coutinho (que já declararam luto em suas redes sociais).

E não sei bem por que, mas quase que imediatamente me recordei de um texto que havia escrito aqui, intitulado "Uma carta ao meu futuro filho", onde eu afirmava estar desesperançosa com a humanidade, "a ponto de pensar, seriamente, se desejaria trazer um filho a este mundo tão horroroso". E, vamos combinar, não continua sendo verdade? São nesses momentos que me questiono se todo esse mal (ou seria ausência de bem?) algum dia terá fim. Será, mesmo em algum futuro bem distante, que a crueldade dos seres humanos, a vingança e, principalmente, a covardia deixarão de existir?

O luto que agora se abate sobre "Charlie Hedbo" é um luto generalizado, que não envolve apenas jornalistas, mas todos aqueles que prezam pela liberdade de expressão acima de qualquer coisa. É um luto da humanidade pela humanidade. E para mim nada se justifica, nada se compara. A única coisa que o mundo precisa para este ano que se inicia (e pelos muitos próximos que virão) é de esperança. Esperança no próximo. Esperança da própria esperança (que sabe-se lá onde foi parar).

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