OPINIÃO
21/01/2015 14:27 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Brasileiros apostam na economia compartilhada

Estamos explorando a capacidade do turismo no Brasil e mostrando ao mundo e às gerações que estão por vir como os brasileiros podem ser hospitaleiros.

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Eu recebo perguntas sobre o Airbnb o tempo todo e a minha favorita é "os brasileiros realmente aderiram ao conceito de compartilhar seus lares com o mundo?" Todos os dias eu ouço histórias sobre pessoas que transformaram suas vidas e fizeram amigos através da comunidade do Airbnb.

Eu, pessoalmente, recebi hóspedes de todo o mundo, quando abri as portas da minha casa. Ao mesmo tempo, conheci outros turistas e anfitriões durante as minhas viagens por todo o país. É claro que, como em qualquer novo modelo de negócio, há aqueles que ainda têm dúvidas sobre como podem compartilhar suas casas. Mas sempre tivemos apoio e reconhecimento do nosso potencial. Como recentemente sintetizou o Ministro do Turismo Vinicius Lages, ao falar sobre a importância da tecnologia para o turismo, "o compartilhamento alimenta o sonho de outros turistas. Viajar é um desejo coletivo e o engajamento aumenta ainda mais esse desejo. Destinos, governos e trade devem trabalhar para entender melhor qual é o sonho de quem viaja e de quem pretende viajar".

Durante a Copa do Mundo, os anfitriões do Airbnb garantiram acomodação alternativa suficiente para os milhares de turistas que sonhavam participar do evento. Eu me sinto orgulhoso do trabalho que fizemos nesse período e como ele nos ajudou a contribuir para a expansão global do setor de hospedagens no Brasil. Eu tive a sorte de presenciar o que acontece quando a nossa comunidade se reúne e ajuda a representar o melhor que o Brasil tem a oferecer. Nós ajudamos fãs de futebol que vieram de mais de 150 países diferentes para torcer por seus times favoritos durante o Mundial, incluindo convidados de cada um dos 32 países participantes. Em média, os anfitriões do Airbnb no Brasil arrecadaram 4 mil dólares e esperamos resultados ainda melhores durante as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Além da Copa do Mundo, existem várias histórias mostrando que a nossa comunidade é formada por milhares de pessoas que estão vivendo seus sonhos. Há uma anfitriã de Curitiba que ficou viúva e, quando os filhos saíram de casa, ela anunciou os quartos vagos no Airbnb. Além de passar a ter uma renda adicional, ela descobriu algo importante: conhecer novas pessoas e cuidar delas faz com que não se sinta sozinha.

Também há a história de um francês que viajou de Paris ao Rio de Janeiro de barco e passou uma semana com uma host carioca que havia anunciado seu apartamento no Airbnb para quitar despesas. Depois de meses de e-mails, mensagens de texto e ligações de longa distância, ele decidiu retornar ao Rio para conhecê-la melhor. Dois anos depois o casal teve sua primeira filha. Eu espero que essa criança e meu filho cresçam em uma era em que, cada vez mais, as pessoas compartilhem o que têm e mostrem que é possível pertencer a qualquer lugar.

Estamos caminhando na direção correta para alcançar isso. Ao mesmo tempo, estamos explorando a capacidade do turismo no Brasil e mostrando ao mundo e às gerações que estão por vir como os brasileiros podem ser hospitaleiros.

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