OPINIÃO
18/12/2014 19:51 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Parques naturais de São Paulo ficaram abandonados por pelo menos seis meses

A empresa responsável abriu falência em abril. Já em maio seus funcionários abandonaram os postos na capital e desde então as unidades de conservação da cidade estão sem vigilância.

José Ribeiro Júnior/Flickr/Creative Commons

Não há quem vigie os parques naturais municipais de São Paulo desde maio deste ano. A empresa responsável, a Atlântico Sul Vigilância e Segurança EIRELI, abriu falência em abril. Já em maio seus funcionários abandonaram os postos na capital e desde então as unidades de conservação da cidade estão sem vigilância.

Ao todo, a cidade de São Paulo possui seis parques naturais municipais, equivalente aos já conhecidos parques nacionais, que são unidades de conservação de proteção integral. Dos parques administrados pelo município quatro deles; Itaim, Bororé, Varginha e Jaceguava, foram criados como compensação ambiental pelas obras do Rodoanel Sul. Os outros dois são Cratera de Colônia (foto), também na zona sul, e Fazenda do Carmo, na zona leste, que não deve ser confundido com o Parque do Carmo, que é urbano e aberto ao público sem restrições.

Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, a Guarda Civil Metropolitana foi acionada para fazer rondas nas unidades até que outra empresa seja contratada para o serviço, entretanto, não pôde manter guarda fixa por falta de contingente. Ainda não há processo judicial contra a empresa que faliu porque ainda estão sendo feitos os cálculos de rescisão contratual, de acordo com informações da Prefeitura de São Paulo.

O contrato da empresa Atlântico Sul Vigilância e Segurança EIRELI, de anuais R$3.283.525,40 venceria somente em outubro, mas ela não compareceu para receber o pagamento do mês de abril. A empresa de segurança já dava sinais de falência com vários processos trabalhistas por falta de pagamento de adicional de periculosidade a seus empregados em outras cidades do estado. Desde maio, quando os equipamentos foram retirados e os vigilantes abandonaram seu postos, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente tenta contato, sem sucesso. A seguradora também não atendeu o contato da reportagem.

Atualmente a prefeitura trabalha para uma nova contratação e os editais estão em fase final. Em nova nota, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente informou que houve um pregão no dia 10 para contratação de uma nova empresa de vigilância para o parque natural Fazenda do Carmo e que os editais das outras áreas de conservação ainda estão sob análise na assessoria jurídica da Secretaria.

Após a publicação dos editais será iniciado o processo licitatório para escolha da nova empresa para prestar o serviço, previsto para fins de novembro. Somente o parque natural Fazenda do Carmo avançou nessa questão. Em outubro, no seminário Parques do Brasil promovido pelo instituto Semeia e Arq.Futuro, o diretor de unidades de conservação da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Leandro de Oliveira Caetano, admitiu a morosidade para contratação de pessoal em entrevista para o site Arquitetura para Todos:

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