OPINIÃO
09/09/2014 19:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Lançamento do iPhone 6 e Apple Watch dominou o Twitter

Divulgação

Em quarenta minutos de apresentação, a Apple espremeu todas as informações de seus dois novos smartphones: iPhone 6 e iPhone 6 Plus. Os aparelhos apresentam um marco na quebra de design da Apple, que parece finalmente ter escutado o mercado em relação às telas.

Os dois modelos começam a ser vendidos no dia 19 de setembro. O iPhone 6, modelo menor tela de 4,7 polegadas e custará 199 dólares (com contrato), enquanto o "phablet" iPhone 6 Plus sairá por 299 dólares. Ambos foram equipados com o novo processador de 64-bit A8, que segundo a Apple, é até 50% mais ágil no processamento gráfico. Uma novidade interessante é o suporte a todas as frequências de LTE, o que acabaria com a incompatibilidade dos aparelhos norte-americanos com a nossa rede 4G.

Os aparelhos também trazem uma evolução do coprocessador M7, lançado no iPhone 5S e responsável por medir os movimentos do usuário. O novo chip, o M8, é capaz de distinguir corrida de pedalada, o que pode aumentar significativamente as estatísticas de exercícios. Um dos destaques na apresentação é a alteração do app Nike+, que também reconhecerá variações de altitude no terreno.

A maioria das mudanças anunciadas, como mudança de tela, incorporação de sensores já são conhecidas no mundo Android. Outro recurso, que já gerou uma série de comparações entre as plataformas Apple e Google é o NFC. Presente nos dois novos aparelhos, seu principal foco será o de tornar o smartphone uma carteira inteligente pelo Apple Pay, um sistema de pagamento em parceria com operadoras financeiras e varejo. A ideia é substituir de vez os cartões de crédito/débito.

O outro destaque, ou o famoso "one more thing", foi o relógio. Todas as novidades sobre ele você pode conferir no post do nosso amigo Thiago Araújo. Mas, em resumo, ele reúne os recursos que os smartwatchs lançados até o momento possuem. Há sensores para checar pulsação, atividade física, localização e funcionalidades acopladas ao telefone, como notificações, mensagens, postagem em redes sociais, ligações etc.

Com o preço salgado de 349 dólares, o Apple Watch é mais caro que seus principais concorrentes, o Moto 360 (249 dólares) e o Samsung Gear 2 (299 dólares). Mas mais do que preço, o que definirá qual dos dispositivos vestíveis terá maior sucesso é o ecossistema. Aqui, a batalha a ser travada é entre Android Wear e a versão de iOS do Apple Watch. Qual deles se tornar mais atrativo para os desenvolvedores sem dúvida terá mais chances de atrair os consumidores. Por enquanto, muito do que se vê é uma dependência grande dos smartphones, o que para muitos se traduz como mais uma bugiganga a ser carregada todos os dias, sem nada de novo em relação ao que o smartphone já pode fazer. Nesse ponto, o sistema de pagamento do Apple Watch pode ser uma vantagem.

No geral, os novos produtos merecem um destaque mais pelo alinhamento com o desejo dos consumidores do que realmente apresentar algo inovador. Talvez esse aspecto de novidade fique por conta do design dos aparelhos, que no caso dos iPhones remete a versões passadas dos aparelhos (como os primeiros iPod Touch) e uma mescla com o conceito do iPhone 5S.

Os lançamentos dominaram o Twitter. Segundo a empresa, mais de 2,4 milhões de mensagens sobre o keynote foram publicadas na rede social em todo o mundo. Um levantamento da A2 Comunicação monitorou a atividade no Twitter para o Brasil. Durante o período do keynote foram postados 25.087 tweets. Destes, 64% mencionaram os novos iPhones, 11,5% os novos recursos do iOS e, por fim, 11,4% debateram o Apple Watch.

Veja abaixo um infográfico com todos os dados sobre o keynote nas redes sociais.

Monitoramento Evento Apple Lançamento iPhone 6
Via: A2 Comunicação

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