OPINIÃO
10/04/2014 09:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

A mudança no Twitter faz algum sentido?

Como foi divulgado nesta terça, 8, e noticiado aqui no Brasil Post pelo Cauê, meu compadre "dupla sertaneja", o Twitter começa a liberar seu novo layout para as páginas de perfis. Antes de tudo, respondo à provocação no título: a mudança faz, de fato, bastante sentido.

Para quem acompanha o passarinho desde seu primeiro voo, lá em 2006, quando Jack Dorsey e seu time ainda instigavam os usuários a responder à pergunta "O que você está fazendo?", o serviço mudou muito.

2014-04-08-450pxTwttr_sketchDorsey2006.jpg

De um simples microblog e disparador de mensagens, virou rede. Ganhou penetração mundial, um volume incansável de mensagens, redes de relações e recortes fantásticos dos sintomas que cercam nossa sociedade digital.

Abraçando de maneira mais concreta essa postura, que vem não só do Twitter, mas do uso e peso que a própria rede de usuários lhe conferiu com o passar dos anos, permanecer em um layout que não traduza essa proposta é, no mínimo, desconexo. Por mais que o layout se assemelhe ao Facebook (ou até ao Orkut), ele tem mais a cara de uma rede social como estamos acostumados.

Sua página de perfil é, em sua essência, um resumo da sua persona ali empregada (seja ela verdadeira ou não). Nada mais justo que você possa selecionar mensagens que de fato o representem, para então surgir o bom e velho feed com tudo aquilo que despejamos todos os dias em 140 caracteres.

2014-04-08-twitter_novo_gil.jpg

Outro ponto é mais ligado ao design. Com a resolução de tela crescente e o aumento da área útil que cada pessoa tem em seu navegador, aquele espaço em branco ao lado já não fazia mais sentido (sorry, marqueteiros e seus fundos patrocinados). Claro, que as críticas em relação ao quão sem inovação é o novo design fazem sentido em boa parte de sua argumentação. Mas era preciso quebrar o que vinha sendo feito. Há também, para quem já conseguiu espiar o novo layout, uma valorização do que mais importa, as mensagens. Sem falar no claro peso em que fotos e vídeos (pelo Vine) ganham dentro da estrutura - e provavelmente também no modelo de negócio - do Twitter.

Outro ponto que gostaria de lembrar, este comum a todas as mudanças, é o fato de o internauta (em especial o brasileiro) ser resistente a algo novo. Aconteceu com o Facebook, acontece com os sites de bancos e portais e acontece também com o Twitter. Outro fator, que gosto de lembrar da "guerra dos browsers", é o copiar ou incorporar aquilo que dá certo. Não fosse isso, seríamos obrigados a usar o Opera para abrir abas, o Firefox para ter históricos mais conceituais na barra de endereços e assim por diante.

Portanto, se ficou parecido com "A" ou "B", mas trouxe melhorias e deixou minha vida na rede mais confortável... ¯\_(ツ)_/¯