OPINIÃO
07/11/2014 16:46 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Minimalismo, Uzbequistão e luxo esportivo nas passarelas do SPFW

Gloria Coelho

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Créditos: nowfashion/Reprodução

O minimalismo está no DNA da marca de Gloria Coelho. Linhas limpas e geométricas, poucos detalhes e cores neutras sempre aparecem em seus desfiles e coleções. É interessante ver como a estilista conseguiu juntar suas inspirações com essa imagem tão forte. Segundo Gloria, foi da mistura das décadas de 60, 70, 80 e 90, que surgiram os looks da próxima estação. Mas esqueça os elementos óbvios e o clichê. O que vimos foi a visão da estilista sobre essas décadas, uma atualização dessas décadas. Os recortes dominaram praticamente todas as peças, misturando texturas e cores. Os casacos foram os protagonistas desta história, sempre com uma imagem muito forte, se destacando no meio de outras peças. Os vestidos não poderiam ficar de fora e ganham um interessante patchwork com texturas diversas.

Vitorino Campos

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Créditos: nowfashion/Reprodução

Impossível não ficar ansiosa pelo desfile de Vitorino Campos. Depois de sua estréia na Animale, a curiosidade para ver o que ele apresentaria em sua marca era gigante. E não decepcionou. Se no primeiro desfile a alfaiataria apareceu mais fluida, desta vez é a interpretação do luxo com um toque do sportwear que chama a atenção. Os vários tons de azul se mesclam com as diversas texturas das roupas, criando uma imagem forte e atualíssima. Os elementos das peças estão em total sintonia com as tendências apresentadas nas passarelas internacionais, como jeans, tecidos acetinados, cintos amarrados, telas e uma silhueta mais ampla, porém estruturada. Pitadas de vermelho e verde surgem para iluminar a coleção que, com certeza, é uma das melhores da temporada.

GIG Couture

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Créditos: nowfashion/Reprodução

Gina Guerra, estilista da GIG Couture, foi muito longe para buscar sua inspiração. Foi, de uma viagem ao Uzbequistão, que surgiram as formas e estampas de seu Inverno 2015. Assim como diversas marcas, os tons terrosos e a silhueta ampla foram a linha guia para a criação das peças. As estampas são o destaque do desfile, principalmente a mistura delas, com uma releitura gráfica das cerâmicas e tapeçarias típicas do país-inspiração. O tricot, marca registrada da grife, faz parte de todos os looks, criando texturas para as peças. Destaque para o styling, assinado por Ticha Ribeiro, que ajudou a criar uma imagem jovem e urbana para as roupas superestampadas.

Fernanda Yamamoto

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Créditos: nowfashion/Reprodução

Fernanda Yamamoto olhou para dentro de si para criar sua mais nova coleção. O auto conhecimento ditou os rumos das roupas e cores que cruzaram a passarela desta temporada. As costuras eram para fora, numa representação de mostrar o que tem dentro de você. O cinza foi o principal tom da coleção, melancólico e profundo, mas as texturas, um toque de vermelho e a mistura de estampas (sempre muito discretas) criaram uma imagem interessante, quebrando o bloco de cor. Destaque para a silhueta ampla e reta, que esconde o corpo de quem veste as roupas da marca.

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