OPINIÃO
19/08/2014 10:08 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Em áudio, Eduardo fala sobre falhas no avião e compromissos que Marina Silva deve assumir

Divulgação/ACIM

Provável candidata à presidência pelo PSB, Marina Silva, conhecia na íntegra o que pensava e defendia para seu programa de Governo o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos - morto na queda do Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, que caiu na manhã de quarta-feira (13) em Santos, no litoral paulista, matando sete pessoas. Antes mesmo de se tornar oficialmente candidato a presidência, Campos percorreu várias cidades do Brasil, ao lado de Marina, pregando seus ideais e compromissos.

Em entrevistas, ele defendia um governo longe de conchavos com "velhas raposas políticas de Brasília". Sonhava com uma união que levasse o País à uma "agenda de futuro" e superasse a polarização da disputa entre tucanos e petistas. Ácido crítico da presidenta Dilma Roussef, repetia que ela iria "deixar o País pior do que ela encontrou". Pretendia construir a unidade do povo brasileiro e melhorar a qualidade da política. Tentava desmistificar a ideia de que Marina era contra agricultores. Falava em um novo Brasil, comprometido com o desenvolvimento do país e melhoria da qualidade de vida da população. Ousava acreditar que nesta eleição, os eleitores só votariam em pessoas sérias e competentes. Afirmava que estava preparado para assumir o governo em janeiro de 2015.

Campos sempre utilizava a frase "Eu e Marina", dispensando o velho chavão "no meu governo". Falava em uma transição política, liderada por ele e sua vice. A todo momento repetia que seus compromissos eram também os de Marina e dizia que ela estava preparada para isso. As palavras e pretensões de Campos são agora um desafio que devem ser reafirmados por Marina na próxima quarta-feira (20) quando o PSB deve oficialmente anunciá-la como sucessora do ex-governador pernambucano na candidatura do partido à Presidência da República.

Grande parte do projeto de Campos e Marina foi exposto a jornalistas em um entrevista coletiva em 16 de junho deste ano realizada em Maringá, na região Norte do Paraná. Naquele dia, Eduardo Campos, então pré-candidato do PSB à Presidência, chegou com atraso de duas horas na sede da associação comercial e industrial da cidade, após o avião em que se deslocava com sua comitiva apresentar falhas no aeroporto Governador José Richa, em Londrina, a 100 km de Maringá. Antes de se reunirem com o empresariado local, Campos e Marina Silva, conversaram com a imprensa durante 35 minutos.

Viajei para a cidade e na condição de jornalista, gravei a entrevista na íntegra. O áudio traz um resumo do pensamento do ex-governador pernambucano e a responsabilidade que Marina deve assumir nesta semana. A gravação registrou ainda o momento em que Campos fala sobre as falhas ocorridas na mesma aeronave que caiu em Santos, provocando sua morte e a de assessores. Coincidentemente, Marcos Martins - comandante da aeronave - era de Maringá, onde foi feita a gravação. Ouça a entrevista completa abaixo:

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