OPINIÃO
13/02/2015 19:08 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Drinks com cerveja

O boom das cervejas especiais e/ou artesanais no Brasil a cada dia revela-se mais democrático. Prova é que uma verdadeira coquetelaria à base de bons rótulos já começa a ganhar espaço mesmo nas cartas de templos antes dedicados apenas ao malte e ao lúpulo, funcionando como porta de entrada a quem ainda não se sente muito à vontade em terrenos cervejeiros mais complexos.

arquivo pessoal

O boom das cervejas especiais e/ou artesanais no Brasil a cada dia revela-se mais democrático. Prova é que uma verdadeira coquetelaria à base de bons rótulos já começa a ganhar espaço mesmo nas cartas de templos antes dedicados apenas ao malte e ao lúpulo, funcionando como porta de entrada a quem ainda não se sente muito à vontade em terrenos cervejeiros mais complexos.

No geral, são drinks leves, ótimos para o verão, que reúnem sabor e refrescância sem abrir mão de personalidade. Se há dois anos atrás começou a fazer relativo sucesso por aqui a fraquinha Michelada, popularíssimo mix mexicano à base de cerveja pilsen, a brincadeira agora está mais "séria" - a ponto ganhar a adesão de totens como a grife escocesa Brewdog, cujo primeiro bar no país (em São Paulo) acaba de completar um ano.

"Trata-se de uma moda crescente nos dois ou três últimos anos, que mostra que existem alternativas no universo das cervejas especiais", avalia o gerente da casa. "Não apenas a Brewdog, mas muitas outras grandes cervejarias europeias, caso por exemplo da dinamarquesa Mikkeller, estão investindo em coquetéis com cerveja. Esses drinques acabam funcionando como porta de entrada para as cervejas da casa", diz. Ambas, Mikkeler e Brewdog, são reverenciadas como duas das pontas-de-lança do atual movimento cervejeiro. A Mikkeller, aliás, possui um bar voltado exclusivamente a coquetéis.

O foco principal é o público feminino. Não por coincidência, mulheres são quem mais pede o Weiss Sour, cujo batismo já indica a presença da cerveja de trigo (weiss) e certa acidez - refrescante, seu equilíbrio vem da quebra da acidez do limao pela cerveja, o que o "arredonda" o drinque, que leva ainda uísque escocês e mel de laranjeiras.

Punk Ginger leva um dos rótulos ícone da casa, a Punk IPA,que aqui vai à coqueteleira com gengibre, suco de limão e chá de mel - ingredientes que aveludam o amargor pronunciado de lúpulo característico das cervejas estilo India Pale Ales (IPA). Um pouco mais de complexo entra em campo com Pony is not Dead, que combina gim e suco de laranja com a cerveja (estilo American Pale Ale) Dead Pony Club, cuja ótima drinkabilidade encontra sua "alma gêmea" na personalidade do gim e no cítrico da laranja. Criados pela equipe da Brewdog, cada coquetel sai por R$ 16.

BREWDOG

R. Coropé, 41, Pinheiros, São Paulo - SP

Tel.: (11) 3032-4007