OPINIÃO
06/04/2015 19:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Sabe aquela vontade incontrolável de viajar? Pode ser herança genética

Chad Baker via Getty Images

O alemão possui uma palavra para descrever o desejo incontrolável de viajar, explorar o mundo, desbravar horizontes. Wanderlust (wandern = caminhar, passear, migrar + lust = desejo) deve ter sido a razão pela qual Vasco da Gama, Colombo e Cabral cruzaram oceanos rumo ao desconhecido. Na ficção, quem não se lembra de Forrest Gump atravessando os Estados Unidos numa espécie de maratona pessoal? Possivelmente um caso agudo de wanderlust.

Para a ciência, a questão pode ser genética. Atende pelo nome de DRD4, um gene relacionado a aspectos bem específicos, entre eles a busca pela novidade. Dos vários estudos envolvendo o Receptor de Dopamina D4 (esse é o nome completo do rapaz!), um evidenciou sua associação aos padrões de migração populacional na pré-história. Comparados aos grupos sedentários, os migratórios apresentavam a mesma variação no DRD4, o chamado DRD4-7r.

Cerca de 20% da população mundial carrega o gene da aventura. Talvez isso explique porque algumas pessoas celebram as mudanças. Além da sede por carimbos no passaporte, uma boa pista é a própria árvore genealógica. Se você, assim como eu, tem ancestrais de diferentes nacionalidades, gente que não podia ver uma mala que logo inventava um destino, renda-se. Afinal, pouca coisa enriquece mais a alma humana que viajar.