OPINIÃO
16/11/2015 13:08 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Pelo direito de chorar por Paris

IakovKalinin via Getty Images
Paris skyline at sunset, France

Não estamos negando a importância da tragédia emMariana ao chorar pelos atentados em Paris. Mesmo porque não deveríamos, jamais, categorizar a dor humana por sua origem. Se são nossas são maiores, se são dos outros são menores.

Estamos repudiando o terror, a manifestação humana mais covarde e vil.

Estamos sofrendo pela ética terrorista, que é a barbárie, pela manipulação dos jovens que se radicalizam, pela desumanização da vida.

Estamos temendo as consequências que se apresentam poucas horas após os atentados, como o ódio, que é cego e generalista e se multiplica nas redes sociais contra muçulmanos, refugiados e imigrantes.

Para compreender o que nos mobiliza, parem de contar os mortos e feridos de Paris.

Não se enganem, não são poucas centenas.

Trata-se de uma cidade inteira morta de medo, porque cada cidadão parisiense morreu um pouco na noite de 13 de novembro.

Permitam-nos chorar, mesmo que não nos compreendam.

Choramos por Igualdade, Liberdade e Fraternidade.

Se, ainda assim, não são capazes de entender, tenham a delicadeza de perdoar-nos pelo profundo estado de compaixão.

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