OPINIÃO
07/12/2015 20:31 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Google é acusado de espionar alunos de escolas nos EUA; entenda o caso

O problema é que o recurso Chrome Sync captura o histórico de navegação e envia essa informação para o Google. Ou seja: na prática, os Chromebooks educacionais vêm configurados para monitorar os alunos.

A polêmica envolve o Google Apps for Education, um pacote de aplicativos online que é oferecido gratuitamente a escolas e inclui todas as principais ferramentas do Google, como Gmail, Docs, Calendar e Hangouts - bem como um app exclusivo, o Classroom, que serve para os professores organizarem sua rotina.

Os aplicativos não exibem anúncios, o Google fornece suporte técnico por telefone, e as escolas podem usar domínios próprios (ter emails terminados em @nomedaescola.com). O pacote já é usado por mais de 500 escolas, quase todas nos EUA. Em muitos casos, em conjunto com os Chromebooks -- notebooks simplicados e baratos, que só rodam o navegador Chrome e são distribuídos aos estudantes.

No começo deste mês, a ONG americana Electronic Frontier Foundation fez uma queixa formal ao governo dos EUA, na qual acusa o Google de espionar os alunos das escolas que utilizam o pacote.

Tudo por causa de uma função chamada Chrome Sync, que vem habilitada de fábrica nos Chromebooks. Ela serve para que a pessoa possa acessar alguns de seus dados -- como histórico, senhas, lista de sites favoritos etc -- em qualquer computador que tenha o navegador Chrome.

O problema, diz a EFF, é que o recurso captura o histórico de navegação e envia essa informação para o Google. Ou seja: na prática, os Chromebooks educacionais vêm configurados para monitorar os alunos.

A empresa respondeu dizendo que é signária do Student Privacy Pledge, um pacto pelo qual se compromete a não capturar informações dos estudantes - e irá desabilitar o Chrome Sync nos laptops usados em escolas.

A ONG retrucou, dizendo que não é o suficiente - e divulgou dois guias (veja aqui e aqui) com as configurações que têm de ser feitas para impedir o monitoramento.

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