OPINIÃO
23/09/2014 19:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Surpresas boas do esporte olímpico brasileiro

Estamos no meio da temporada de campeonatos mundiais das modalidades olímpicas e várias surpresas positivas estão despertando. O que mostra a evolução de algumas modalidades que não tínhamos tradição.

Getty Images
SAO PAULO, BRAZIL - APRIL 25: Cesar Cielo dives in to compete in the 50m Butterfly Final on day five of the Maria Lenk Swimming Trophy 2014 at Ibirapuera Sports Complex on April 25, 2014 in Sao Paulo, Brazil. (Photo by Ricardo Bufolin /Getty Images)

Robert Scheidt, Cesar Cielo e Fabiana Murer faziam parte do seleto grupo de atletas brasileiros com reais chances de medalhas nas últimas edições Olímpicas. O forte do Brasil sempre foi os esportes coletivos. Sarah Menezes, no judô, e Yane Marques, no pentatlo moderno, são exemplos de atletas que apareceram no cenário internacional depois de subirem ao pódio nos Jogos de Londres e que, até então, passaram despercebidos nos mundiais de suas modalidades.

Estamos no meio da temporada de campeonatos mundiais das modalidades olímpicas e várias surpresas positivas estão despertando. O que mostra a evolução de algumas modalidades que não tínhamos tradição.

A maior surpresa, até o momento, é na luta olímpica feminina. Modalidade que começou a aprimorar tecnicamente depois que o País foi escolhido como sede

olímpica, a prática conquistou a sua primeira medalha em campeonatos mundiais, com a prata de Aline Silva, na categoria até 75kg. Para os Jogos do Rio, Aline precisa continuar evoluindo para beliscar um pódio olímpico. O esporte distribui 72 medalhas olímpicas.

O tiro esportivo será uma das modalidades em que podemos quebrar o jejum de medalhas em 2016. Atualmente, contamos com dois atletas entre os melhores do mundo: Rodrigo Bastos, na fossa olímpica, e Cassio Rippel, na carabina. No Mundial disputado na Espanha, Rodrigo ficou na quinta colocação.

Será difícil conseguir uma medalha em 2016, mas o triatlo mostrou uma evolução no mundial deste ano. Pâmella Oliveira fechou a prova em oitavo lugar e Reinado Colucci terminou em décimo em uma prova muito desgastante para os atletas.

O judô será o principal esporte individual em que podemos depositar a esperança de conquistar medalhas. Em 2013, levamos seis no Mundial. Neste ano, o número caiu para quatro pódios. Na natação, além dos grandes nomes que conhecemos, a expectativa está no revezamento 4x100m.

A vela é a modalidade em que o Brasil mais ganhou medalhas em Jogos Olímpicos. O esporte chegará em 2016 mais forte do que em Londres 2012. Além de Robert Scheidt, contará com Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX, Bruno Fontes, que briga diretamente com Scheidt na classe laser, e Jorge Zarif na classe Finn. Não posso deixar de citar também Renata Decnop e Isabel Swan na classe 470. Essa turma disputa nesta semana o Campeonato Mundial de Vela na

Espanha.

O ciclo olímpico 2012-2016 já entrou para a história do esporte brasileiro pelos desempenhos e resultados nos campeonatos mundiais e competições equivalentes. Os feitos começaram no ano passado. A primeira conquista inédita foi da seleção feminina de handebol, que foi campeã mundial.

Nunca antes a palavra inédita foi tão escrita nas páginas de esporte dos jornais brasileiros. Até 2016, muitas outras virão.

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