OPINIÃO
03/08/2014 09:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Entre tradição e renovação

Breno Barros

Tombos espetaculares, saltos de tirar o fôlego e finais imprevisíveis. O ciclismo BMX é, sem dúvida, a modalidade mais arrojada dos Jogos Olímpicos. Na modalidade, acidente é rotina para a alegria do público.

O BMX parece mais com os X-Games do que com os Jogos Olímpicos. O esporte é novo nas Olimpíadas. Entrou em 2008 para atrair o público jovem. A missão era dá uma rejuvenescida na competição centenária. Conseguiu. O esporte é o símbolo do processo de renovação.

O BMX é uma das disciplinas que mais evoluiu mundialmente no ciclismo. Na última semana, a cidade de Roterdã, na Holanda, recebeu o campeonato mundial da modalidade. A competição deste ano ganhou importância ainda maior, pois contou pontos para o ranking que vale classificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

No masculino, 105 pilotos disputaram o campeonato, sendo seis brasileiros. Chegar à final, que conta com somente com os oito melhores, é uma vitória. Esta era a meta de Renato Rezende, o principal piloto brasileiro na atualidade. Não deu. Chegou até a semifinal, terminando a competição em 11º lugar. Poderia ter avançado e feito história ao se tornar o primeiro brasileiro a chegar à final do mundial.

O sonho foi adiado na primeira curva, quando Renato Rezende se enroscou em um acidente. No BMX é assim, imprevisível. Além da preparação, a sorte vale muito.

Esportes radicais estão na vocação dos brasileiros. Nos últimos anos, Renato Rezende vêm fazendo ótimas temporadas. Representou o país nas Olimpíadas de Londres 2012 e neste ano foi quinto na etapa de Berlim da Copa do Mundo, principal resultado nacional da temporada, além da prata no Pan-Americano e o ouro nos Jogos Sul-Americanos do Chile. O melhor resultado na carreira do atleta foi o quarto lugar na etapa da Argentina da Copa do Mundo do ano passado.

Mais do que evento, um espetáculo

O Comitê Olímpico Internacional (COI) tem um grande desafio para as próximas edições dos Jogos Olímpicos. Transformar o mais velho e maior evento multiesportivo do mundo mais atrativo, empolgante e dinâmico, como é o BMX.

Muitas provas do atual programa Olímpico permanecem nos Jogos pela tradição. O grande público, ao redor do mundo, tem pouco ou nenhum contato com esporte como hóquei sobre grama, hipismo ou tiro com arco. Esportes que contam com um público restrito e fiel.

No Rio 2016 o público está garantido, mesmo nas modalidades em que o Brasil não tem tradição. Isso porque os sul-americanos irão invadir o Rio de Janeiro para vivenciar o clima olímpico que, pela primeira vez, estará em solo Sul-Americano.

Em Jogos Olímpicos, as pessoas não procuram torcer só pelos seus países. Elas querem ver, mais do que tudo, um espetáculo esportivo. E o BMX é um espetáculo.

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