OPINIÃO
08/04/2016 18:57 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Entre os melhores no polo aquático

Pacific Press via Getty Images
TRIESTE, ITALY - 2016/04/06: Georgios Torakis of Canada celebrates after scoring a goal during the Men's Water Polo Olympic Games Qualification Tournament match between Canada versus Romania which ended with 10-10 draw score. (Photo by Andrea Spinelli/Pacific Press/LightRocket via Getty Images)

Os atletas brasileiros têm vocação para as modalidades coletivas. Mas, nos últimos anos, um esporte específico vem ganhando destaque entre os esportes em que o conjunto é mais importante do que as jogadas individuais: polo aquático.

Se nos gramados o Brasil continua sendo uma referência mundial, o futebol dentro da piscina, como é conhecido o polo aquático, o país ainda permanece na batalha por reconhecimento.

O prestígio internacional já chegou. O polo aquático brasileiro evoluiu tanto que o site especializado WaterpoloWorld incluiu dois brasileiros na lista para concorrer ao prêmio de melhores jogadores do mundo em 2015: Izabella Chiappini, 20 anos, e Felipe Perrone, 29 anos.

Os dois atletas fazem parte da seleção brasileira, feminina e masculina, respectivamente, e foram destaques dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, disputado no Canadá. Izabella foi artilheira com 22 gols, quando o país levou a medalha de bronze.

Felipe Perrone também foi o maior goleador dos Jogos, quando o Brasil levou a medalha de prata, além de ser escolhido neste ano como o melhor jogador (MVP) da Liga dos Campeões da Europa de polo aquático (Champions League Final Six) 2015, quando defendeu o clube CN Atlètic-Barceloneta. Vale lembrar que é a principal competição de clubes do mundo.

Um dos responsáveis pela evolução do Brasil no polo aquático é o técnico croata Ratko Rudic. À frente da equipe masculina desde janeiro de 2014, o professor vem transmitindo os fundamentos que o colocou como o melhor do mundo nas piscinas.

Ele é considerado um dos treinadores mais vitoriosos de qualquer modalidade e melhor técnico de polo aquático do mundo, com três títulos mundiais e três europeus no currículo, além de seis medalhas olímpicas, sendo uma delas como atleta, quando foi prata nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980. Como treinador, dos cinco pódios alcançados, levou o ouro em quatro e o bronze em um. A última conquista foi obtida em Londres-2012, quando a Croácia foi campeã olímpica. Rudic esteve também à frente da antiga Iugoslávia (Los Angeles-1984 e Seul-1988) e da Itália (Barcelona-1992 e Atlanta-1996).

O polo aquático foi a primeira modalidade coletiva a fazer parte do programa olímpico, em 1900, em Paris, na segunda edição dos Jogos na Era Moderna. Apesar disso, foi necessário um século para que as mulheres pudessem competir, o que ocorreu em 2000, na edição de Sydney.

Os Jogos do Rio de Janeiro serão especiais para as seleções brasileiras. A feminina fará a sua estreia e os homens voltarão à competição depois de 32 anos de fora das olimpíadas, quando disputou a edição de Los Angeles, em 1984. Se depender das jogadas individuais e do potencial de artilharia, podemos ficar despreocupados com as seleções, pois estaremos bem representados em 2016.

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