OPINIÃO
16/10/2014 18:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

Dobradinha olímpica

As águas calmas da Praia de Copacabana serão especiais para o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Reprodução

As águas calmas da Praia de Copacabana serão especiais para o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. De lá, pode sair a única dobradinha brasileira no pódio olímpico, com Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha nas maratonas aquáticas.

Com o seu calçadão de pedras onduladas em preto e branco, Copacabana será o símbolo dos Jogos. O percurso da prova de 10km na água já é conhecido internacionalmente, que proporciona ao público uma bela vista para o Pão de Açúcar e Corcovado. O clima será bem diferente ao de que as atletas enfrentaram na edição dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Nos Jogos Olímpicos de Londres, Poliana Okimoto entrou na água como uma das favoritas e abandonou a prova com hipotermia. A temperatura do lago Serpentine, no Hyde Park, em Londres, era de 19º. Cerca de um ano depois, Poliana Okimoto conquistou o título mundial da prova e se tornou a maior medalhista do esporte olímpico nacional em campeonatos mundiais, com seis pódios na carreira.

Em 2016, a maratonista terá que enfrentar outra adversária, a brasileira Ana Marcela Cunha, que vem crescendo e se destacando internacionalmente. No Campeonato Mundial em que Poliana levou o título, Ana Marcela ficou com o bronze. Neste ano, atleta conquistou cinco vitórias seguidas na Copa do Mundo da modalidade, das sete disputadas até o momento. A atleta só precisa entrar na água no próximo sábado (18.10), na última etapa, em Hong Kong, para levar o título da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas.

Poliana vem na segunda colocação, mesmo depois de ter ficado de fora de três etapas da competição, por conta de uma lesão. A disputa entre as atletas está boa e saudável.

De olho no masculino

No masculino, o Brasil também tem chance de medalha. Allan do Carmo conta com duas vitórias em etapas da Copa do Mundo e abriu vantagem sobre o alemão Thomas Lurz. O brasileiro pode se tornar campeão da Copa do Mundo também no próximo final de semana em Hong Kong.

Em 2016, o público terá à disposição de 5 mil lugares na Av. Atlântica voltados para a praia, garantindo uma visão privilegiada da competição e de sua beleza natural. Quem estiver presente tem tudo para viver um momento histórico do esporte brasileiro, com duas atletas dividindo um pódio olímpico e, quem sabe, uma disputa brasileira também no masculino.

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