OPINIÃO
26/07/2015 11:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

O Futuro da Neurociência

Os hardwares estão se tornando acessíveis e cada vez mais é possível começar a desenvolver sem a necessidade de conhecimentos avançados em Neurociência.

Por Gabriel H. Lins* (Texto) e Campus Party Recife (Fotos)

A utilização do cérebro para controlar dispositivos externos deixou de ser um privilégio exclusivo para personagens Sci-Fi. Essas tecnologias já são realidade para a comunidade científica há muitas décadas, mas recentemente vêm despertando o interesse de outro tipo de comunidade: as startups.

Os hardwares estão se tornando acessíveis e cada vez mais é possível começar a desenvolver sem a necessidade de conhecimentos avançados em Neurociência.

Em sua palestra o Dr. Pedro Carelli (à esquerda), professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco e especialista na área, demonstrou o processo de obtenção das informações na Neurotecnologia e as suas limitações humanas e tecnológicas, ambas resultadas da pouca divulgação da Neurociência e sua vasta gama de possibilidades de uso.

Carelli esteve também acompanhado do diretor executivo da Up Biomedical e pesquisador do Grupo de Neurodinâmica UFPE, Ubirakitan Maciel (à direita), para falar sobre os limites da Neurociência e o seu empreendimento na área, no qual desenvolveu uma ferramenta portátil para identificar sinais de estímulos cerebrais, a qual permite medir a evolução de tratamentos psicológicos de forma objetiva. Isso resultou em uma intervenção especifica e mais efetiva, com resultados que comprovam sua eficácia ou não.

Assim, a tecnologia pode ser utilizada para avaliar qualquer tipo de impulso cerebral. Ou seja, permite descobrir como uma pessoa reage a um produto (Neuromarketing), ou fazer um mapeamento que permite fazer as conexões especificas para o controle de próteses automáticas (NeuroImagem Funcional).

O Dr. Marcelo Cairrão, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFPE e orientador do projeto, relata: "É um projeto inovador que possibilita que os conhecimentos gerados dentro das universidades ganhem audiência e sejam empreendidos. A maioria das pessoas não sabem, mas a neurociência não está restrita a saúde e existe uma importância para que compreendam esse fato, assim ela poderá evoluir em diversos campos".

Para os mais interessados no assunto a Universidade Federal de Pernambuco está dispondo do Curso de especialização em Neurociência Aplicada. Para mais informações acesse: https://www.ufpe.br/neurodinamica.