OPINIÃO
16/01/2015 12:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:11 -02

'A Campus Party tem mais campus e menos party', diz Paco Ragageles

Com o passar dos anos, a Campus Party se tornou, além do maior evento de tecnologia do Brasil, uma grande oportunidade de empreendedorismo no mundo digital. Paco Ragageles, CEO da Campus, afirma que o evento busca intermediar e oferecer oportunidades de negócios justas, transparentes e seguras aos novos empreendedores.

Campus Party Europe/Creative Commons

Por Aline Farinha

Com o passar dos anos, a Campus Party se tornou, além do maior evento de tecnologia do Brasil, uma grande oportunidade de empreendedorismo no mundo digital. Paco Ragageles, CEO da Campus, afirma que o evento busca intermediar e oferecer oportunidades de negócios justas, transparentes e seguras aos novos empreendedores.

Um dos resultados dessas oportunidades é a Wayra, que surgiu na Campus e acabou se tornando uma das principais aceleradoras de startups do mundo. Mesmo não possuindo dados concretos sobre as parcerias e ideias de negócios que surgiram durante o evento, Paco diz que muitas vezes de forma espontânea chega alguém e diz "comecei como campuseiro, voltei para a Campus, consegui um investidor e agora sou patrocinador".

E desta forma a Campus Party contribui para o que Paco chama de "transformação da economia", onde os chamados "nerds", que eram considerados estranhos, agora são o centro do mundo. Com a evolução da internet, novas possibilidades de parcerias entre grandes e pequenas empresas são possíveis, o futuro em sua visão não será composto por empresas com milhares de funcionários, mas sim com conexões entre pequenos empreendedores ou freelancers.

Além de ser a primeira edição com um tema específico - o livro "Da Terra à Lua, de Julio Verne" -, a Campus também oferecerá workshops e oficinas especiais. E, mais uma vez incentivando o empreendedorismo, a oficina de robótica será ministrada por um campuseiro que criou um projeto sozinho e explicará como trabalhar com Arduino em casa.

Quando questionado sobre a pirataria na Campus Party, Paco afirma que as ideias e experiências que surgem nos cursos e palestras são muito mais importantes do que a velocidade da internet proporcionada no evento. Ele diz não acreditar que alguém saia do conforto de sua casa para dormir em uma barraca e apenas fazer downloads.

O fundador da Campus cita as principais mudanças durante as oito edições em São Paulo e mostra que a tendência de cada ano é crescer mais e proporcionar experiências melhores aos campuseiros.

"Obviamente o tamanho que desde a Bienal do Ibirapuera tornou-se vinte vezes maior, o foco do conteúdo para o empreendedor, o desenvolvedor, a economia criativa e também mudou a percepção das pessoas de que a Campus Party tem mais de campus e menos de party com cada vez mais qualidade".

*Aline Farinha é uma das universitárias selecionadas para entrar na faixa e fazer a cobertura jornalística da Campus Party para o Brasil Post. Para saber mais, clique aqui.

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